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Braga, 2000 anos de história...

Visite Braga. Entre como um cidadão do Renascimento pelo Arco da Porta Nova, onde se fazia a entrega das chaves da cidade. Esta chave simbólica abre-lhe as portas de uma cidade milenar que guarda nos seus monumentos o brilho do poder que tinham os seus bispos.

Como um cidadão do Renascimento entre em Braga pelo Arco da Porta Nova, onde se fazia a entrega das chaves da cidade. Esta chave simbólica abre-lhe as portas de uma cidade milenar que guarda nos seus monumentos o brilho do poder que tinham os seus bispos.

Ainda em tempo romano o imperador Caracala elevou Bracara Augusta a capital da província da Galécia, hoje Galiza.

Ao domínio de Roma sucedeu-se a ocupação pelos Suevos, Visigodos e Muçulmanos, até à sua conquista para a cristandade no século XI. A sua Catedral, a mais antiga do país, foi a maior referência religiosa de Portugal e o dito popular "mais velho do que a Sé de Braga", para referir alguma coisa com muito tempo, é elucidativo da sua antiguidade. O seu poder eclesiástico, tantas vezes associado no tempo medieval ao poder da espada, estendeu-se pelos reinos de Espanha e de Portugal. À sombra da Sé Catedral, Braga foi-se enriquecendo de monumentos. No séc. XVI o arcebispo D. Diogo de Sousa, deslumbrado com a Roma do papa Júlio II deu-lhe o brilho e a graça decorativa do Renascimento.

Mais tarde, a exuberância da arte barroca acrescentaria outros edifícios de grande magnificência. De todas as épocas a cidade guarda recordações inesperadas grandes e pequenas, como uma torre medieval em plena rua, janelas de gelosias que encobriam rostos de mulheres ou um palácio rocaille que lembra uma cómoda Luís XV.



 

Já em tempo mais recente, a fixação da Universidade e a qualidade da sua arquitectura contemporânea trouxeram um impulso de juventude que a encheu de luz, colorido e de uma imprevista modernidade.

Talvez o principal centro religioso do país, é conhecida pelas suas igrejas barrocas, esplêndidas casas do século XVIII, jardins e parques elaborados.

Conhecida no tempo dos romanos como Bracara Augusta e sede do episcopado português no século XII.
A longa história de Braga é visível nos seus monumentos e igrejas, a igreja mais imponente é a Sé, que exibe vários estilos, do romano ao barroco, orgulhando-se também das esplêndidas casas, particularmente do século XVIII.

Progressivamente, iremos acrescentar novos locais a visitar, incluídos na Arquitectura Religiosa, Arquitectura Civil e Património Arqueológico, bem como novas categorias, Arquitectura Contemporânea, Arquitectura Militar  e Espaços Urbanos.

 

ARQUITETURA RELIGIOSA


O Bom Jesus, Sameiro e Falperra são pontos que, pela sua intríseca devoção e beleza, se impõem como marcos de obrigatória referência e visita no roteiro turístico de Braga. Constituem-se assim como um triângulo, assentando numa apelativa base religiosa, rodeada de extasiantes espaços verdes e paradisíacas paisagens, que nenhum distraído progresso ousou manchar ou profanar.

É um triângulo virgem por excelência, nesse conceito virginal de pureza encantadora e rejuvenescente. Com Braga aos pés, tem em si a mágica ternura dos belos monumentos, com as suas estórias e os seus estilos muito próprios.

Igreja do Bom Jesus do Monte

Foi desenhada pelo arquitecto Carlos Amarante, por encomenda do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, para substituir uma primitiva igreja, mandada construir por D. Rodrigo de Moura Teles que se encontrava em ruínas. As obras começaram em 1 de Junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811. É um dos primeiros edifícios neoclássicos em Portugal, e a fachada é ladeada por duas torres e termina num frontão triangular.

Jardim do Bom Jesus do Monte

Um local que é um dos seus expoentes máximos no que concerne a beleza e envolvência espiritual. Ao travessa-lo, entra-se num espaço místico, com as escadarias envolvidas por árvores centenárias que conduzem o caminhante a capelas que exprimem a paixão de Cristo. São paragens obrigatórias, quer para o devoto quer para o turista. Num patamar médio, encontra-se o primeiro miradouro, do qual se avista a cidade de Braga e paisagem envolvente. A partir daí, as escadarias já não ziguezagueiam por entre o bosque frondoso e o espaço torna-se aberto. Ao cimo está a igreja do Bom Jesus, imponente, convidando o caminhante a alcançá-la.

Santuário do Sameiro
Construção se iniciou em meados do séc. XIX, é o centro de maior devoção mariana em Portugal, depois de Fátima.O Templo concluído no nosso século, destaca-se no seu interior o altar-mor em granito branco polido, bem como o sacrário de prata. Em frente do Templo ergue-se um imponente e vasto escadório, no topo do qual se levantam dois altos pilares, encimados da Virgem e do Coração de Jesus.

Igreja Santa Maria Madalena
Na Serra de Falperra, podemos encontrar a Igreja de Santa Maria Madalena, construída por ordem do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles. É um harmonioso monumento em estilo barroco, precedido por uma ampla escadaria, de acordo com a tipologia comum aos santuários mais próximos. No interior, também ricamente decorado em estilo barroco, importa destacar o púlpito e o revestimento azulejar do séc. XVIII assinado pelo ceramista Policarpo de Oliveira Fernandes.

Sé Catedral
Considerada como um centro de irradiação episcopal e um dos mais importantes templos do românico português, a sua história remonta à obra do primeiro bispo, D. Pedro de Braga, correspondendo à restauração da Sé episcopal em 1070, de que não se conservam vestígios.Nesta catedral encontram-se os túmulos de Henrique de Borgonha e sua mulher, Teresa de Leão, os condes do Condado Portucalense, pais do rei D. Afonso Henriques.

Igreja do Pópulo
Está incluída no Convento do Pópulo e onde se venera a imagem da virgem da Igreja de Santa Maria del Popolo em Roma. A construção de todo o conjunto arrastou-se pelos século XVI ao XIX. Grande parte do edifício (incluindo a fachada) é um projecto de autoria do arquitecto Carlos Amarante. Em 1834, com a extinção das ordens religiosas passou para as mãos do estado, e em 1841 o convento passou a acolher um Regimento de Infantaria.

Igreja e Mosteiro de Tibães
A fundação da Igreja e Mosteiro de Tibães, é anterior à nacionalidade, sofreu dura e implacavelmente as vicissitudes do tempo e dos homens. Nos finais do século XI, foi fundado o mosteiro românico, que recebeu em 1110, Carta de Couto, doada pelo conde D. Henrique. Em 1567 tornou-se Casa-mãe da Congregação de São Bento de Portugal e do Brasil. Comprado pelo Estado Português em 1986, vazio e em avançado estado de degradação, inicia-se então a sua recuperação e dinamização cultural.

Capela dos Coimbras
De provável origem românica a capela de traça gótica que hoje conhecemos remonta a 1528, tendo sido edificada no consulado do Arcebispo D. Diogo de Sousa, por artistas da Biscaia, contratados por este prelado, para a execução de diversas obras na cidade medieval de Braga.

Capela de S. Frutuoso

Templo datável do século VII em estilo visigótico (informação que não reúne o consenso dos especialistas), constitui o mais importante exemplar nacional da arquitectura pré românica e um dos mais significativos da península.

 

ARQUITETURA CIVIL


 

Arco da Porta Nova
É a porta de entrada na cidade, foi aberta em 1512, no tempo de Arcebispo D. Diogo de Sousa. A actual construção data de 1772, foi projectada por André Soares e mandada edificar pelo arcebispo D. Gaspar de Bragança. Foi classificada como Monumento Nacional em 1910.

Palácio dos Biscaínhos
Fica para no centro da cidade, foi construído no século XVI e modificado ao longo dos séculos este palácio aristocrático exibe terraços com jardins ornamentados e grandes salões com tectos luxuosos. Abriga o Museu Etnográfico e Artístico, com peças de mobiliário português e estrangeiro. O pavimento estriado do rés-do-chão, particularmente invulgar, permitia que as carruagens entrassem no edifício a fim de desembarcarem os passageiros e seguirem para as cavalariças. Em 10 de Julho de 1963, faleceu o seu último proprietário, que tudo doou à cidade nas vésperas da sua morte. No Palácio está instalado o Museu dos Biscainhos.

Casa dos Paivas ou Casa da Roda
Foi construída no século XVI, no centro histórico de Braga. No final do século XIX, a Câmara Municipal de Braga aluga o imóvel, onde instalou o "Hospício dos Expostos" ou "Casa da Roda", que seria a última casa da Roda em Braga, daí a sua designação actual. Em 1986 é adquirido pela Câmara Municipal. O edifício é requalificado e classificado como Imóvel de Interesse Público. O edifício foi construído com materiais de edifícios anteriores, esta reutilização confere-lhe um aspecto original. O edifício é caracterizado por um estilo renascentista Florentino. As arestas do edifício em pedra, a simetria, a estética e a harmonia são os aspectos mais marcantes.

Palácio do Raio ou Casa do Mexicano

O Palácio do Raio, ou Casa do Mexicano é um palácio construído em 1754-55, por encomenda de João Duarte de Faria, poderoso comerciante de Braga, e projecto do arquitecto André Soares, é um dos mais notáveis edifícios de arquitectura civil da cidade de Braga, em estilo barroco joanino. O palácio foi vendido em 1853, por José Maria Duarte Peixoto, a Miguel José Raio, visconde de São Lázaro, ficando conhecido como Palácio do Raio. Miguel José Raio era um capitalista brasileiro, nascido em Braga, na rua da Cruz de Pedra, em 10 de Maio de 1814 e falecido em 14 de Agosto de 1875. O novo proprietário, em 1863, abriu a rua em frente do palácio, para permitir uma melhor visão da sua casa e poder construir duas habitações para as suas filhas.

 

PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO


Fonte do Ídolo
Possivelmente construída no século I dC, A Fonte do Ídolo consiste de uma fonte de água com inscrições e figuras esculpidas em um afloramento natural de granito. Uma inscrição indica que um tal Célico Fronto, natural de Arcóbriga, mandou fazer o monumento. Perto dessa inscrição se encontra uma figura vestida com uma toga, que poderia representar o dedicante. Ao lado, sobre a fonte d´água, se encontra outra figura esculpida: um busto, erodido, dentro de um nicho de perfil clássico com uma figura de uma pomba no frontão. Perto dessa figura se encontra outra inscrição com o nome do dedicante e o nome da divindade Tongoenabiago, que provavelmente é representada pela figura do nicho. Perto da fonte se encontraram vestígios arquitectónicos que indicam que o santuário pode ter sido parte de um templo.

Termas Romanas
Em 1977, escavações efectuadas na colina da Cividade de Cima, puseram a descoberto as ruínas dumas termas públicas junto ao Forum da antiga cidade romana, situado, segundo a tradição, no actual Largo de Paulo Orósio. As termas públicas eram vastos edifícios preparados para proporcionar aos habitantes ou visitantes da cidade a possibilidade de tomar o seu banho de acordo com as regras prescritas pela medicina da época. Segundo estas, o banhista devia começar por untar o corpo com óleos e praticar alguns exercícios de ginástica, desporto ou luta livre. Entrava depois numa sala muito aquecida, o sudatório, onde transpirava abundantemente. Passava então ao caledário, sala ainda aquecida, onde podia lavar-se e retirar os restos de óleo. Depois de uma curta passagem pelo tepidário, mergulhava na piscina do frigidário, cuja água gelada lhe revigorava o corpo, sendo em seguida massajado e untado de óleos aromáticos.

A área escavada das termas ocupa cerca de 850 m2. Estas termas eram, todavia, mais vastas, como se pode ver pela presença do hipocausto e piscina a sul, separados do restante corpo do edifício por um estreito corredor. Foram construídas nos finais do século I, restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos seus compartimentos anexos. Nos finais do século III, o edifício sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi muito reduzida.

Balneário Pré-Romano
Foi descoberto durante as escavações da nova estação de comboios de Braga. Tem cerca de 4 m de comprimento x 2 m de largura, e segundo os arqueólogos foi construído durante o período pré-romano (época castreja) no noroeste da Península Ibérica. O balneário era semienterrado, típico da cultura castreja, de paredes em pedra e tecto em lajes de pedra que encaixavam nas paredes exteriores e numa viga central de madeira. O interior estava dividido em três zonas, uma sala de sauna, um forno e uma sala intermédia de transição. Entre a sala intermédia e a sala de sauna existe uma grande laje com uma abertura semicircular, abertura que permitiria a entrada e saída da sala de sauna. A laje destinava-se a reter o calor proveniente da sala de sauna.

 

MUSEU


 

Museu da Sé de Braga
As colecções do Tesouro-Museu da Sé de Braga (TMSB) testemunham, no seu conjunto, mais de XV séculos da história da Arte e da vida da Igreja em Braga. Em formação desde a sua fundação, em 1930, o TMSB acolhe um valioso espólio, constituído por colecções de cerâmica, escultura, medalhística, mobiliário, numismática, ourivesaria, pintura, têxtil.

A Exposição Permanente, Raízes de Eternidade. Jesus Cristo – Uma Igreja, consagrada à arte sacra, permite, através dos diferentes núcleos, revisitar a vida de Jesus Cristo e a história da Igreja em Braga. Esta é contada tomando como referência alguns arcebispos, desde o século V até ao século XX. A narração é complementada com os núcleos dedicados à paramentaria e ourivesaria.  

Tel: 253 263 317
Site: www.se-braga.pt


Mosteiro de S. Martinho de Tibães
Nos finais do séc.XI, foi fundado o mosteiro românico, que recebeu em 1110, Carta de Couto, doada pelo Conde D. Henrique. Ao longo da baixa Idade Média, o mosteiro tornou-se detentor de um vasto património, tendo sido ampliado na primeira metade do séc.XVI através da acção do Abade Comendatário Frei António de Sá. Em 1567 tornou-se a Casa-mãe da Congregação de São Bento de Portugal e do Brasil.

Comprado pelo Estado Português em 1986, vazio e em avançado estado de degradação, inicia-se então a sua recuperação e dinamização cultural. Para além da igreja, em uso cultural e museológico, prevê-se a refundação de uma comunidade monástica, a musealização de diversos espaços do edíficio e a concretização de um centro de estudos, tendo em conta a importância do Mosteiro de S. Martinho de Tibães na "Rota Benedita" portuguesa.

Tel: 253 622 670 / 253 623 950
Site: www.geira.pt/msmtibaes


Museu Nogueira da Silva
Deve a sua fundação ao legado, feito em Setembro de 1975, a favor da Universidade do Minho por António Augusto Nogueira da Silva. Originário de uma família bracarense, desenvolveu uma actividade filantrópica que levou o Estado e a Igreja a distingui-lo com várias ordens honoríficas. A dimensão do edifício da autoria do arquitecto Rodrigues Lima, o jardim e a situação no centro da cidade, tornaram possível a disponibilização de espaços para actividades culturais complementares ao Museu como a Galeria da Universidade, onde se realizam exposições temporárias de Arte; auditórios para conferências e concertos; a Fototeca, onde se conservam vários arquivos fotográficos e o Serviço Educativo com uma variada programação de actividades para escolas. A exposição permanente inclui uma importante colecção de porcelana, peças de mobiliário, pintura, prata, marfim e algumas tapeçarias e azulejos.

Tel: 253 601 275
Site: www.mns.uminho.pt


Museu Pio XII
Dispõe de um vasto espólio nas áreas da lítica, numismática, cerâmica, têxtil, escultura, pintura e ourivesaria. Os visitantes poderão conhecer parte significativa da obra de Henrique Medina, um dos grandes artistas retratistas do séc. XX. O Museu Pio XII é depositário de 50 quadros e 20 desenhos.

O Museu proporciona numa visita à Torre Medieval, ou "Nossa Senhora da Torre", onde, ao longo de 5 pisos em que a sua escalada se divide, se narra a história da cidade de Braga. O 1º piso ilustra o período que vai dos brácaros à reconquista; n0 2º contempla-se a Braga medieval; o 3º piso coloca-nos no renascimento - Braga a dilatar-se por belas praças; o embelezamento desses novos espaços (obra dos arquitectos André Soares e Carlos Amarante) é narrado no 4º piso; o último põe-nos em contacto com a Braga actual.

 

EVENTOS E FESTIVIDADES


Espelho do dinamismo e pulsar de Braga é a grande diversidade de iniciativas culturais espelhadas um pouco por toda esta cidade viva. Desde música, teatro e dança, a fotografia e cinema, existe toda uma multiplicidade de sons, cores e movimentos que pela sua riqueza e popularidade se tornaram autênticas tradições. Ano após ano, Braga revive eventos que enriqueceram com o passar do tempo.

Com uma agenda religiosa, festiva e cultural sempre recheada, Braga é uma cidade em constante animação. Respeitados e muito procurados, os programas religiosos são marcados por momentos solenes e de sentida devoção, mas também de alegria, onde o sagrado se mistura com o profano. Todos os anos, as cores e a vivacidade das romarias e tradicionais festas emprestam ás suas ruas muita vida e movimento.

As salas de espectáculo também enchem para ver e ouvir musica, teatro, cinema e exposições, sem esquecer as acções comerciais e feiras. O Parque de Exposições e o recém-restaurado Theatro Circo, entre outros espaços, são palcos privilegiados de grandes acontecimentos, com programas diversificados para todas as idades e gostos.

Todos os anos, as cores e a vivacidade das romarias e tradicionais festas emprestam às ruas de Braga vida e movimento.

Semana Santa
Braga é a cidade portuguesa que celebra a Semana Santa com maior solenidade e esplendor. Decoradas com motivos alusivos à quadra pascal, as ruas enchem-se de velas e pessoas que aí se deslocam para assistirem às majestosas procissões, nomeadamente, a da Penitência, que pára junto a cada «Passo» e dá lugar a uma piedosa alocução do momento, a Procissão do Senhor Ecce-Homo e a Procissão do Enterro do Senhor, que ocorre na sexta-feira santa e encerra o ciclo de procissões. » www.semanasantabraga.com

Festas Académicas do Enterro da Gata
durante uma semana no início do mês de Maio » A academia bracarense representada, outrora, pelos estudantes do Liceu Nacional (hoje Escola Secundária Sá de Miranda), estava sedeada no Convento dos Congregados e realizou o 1º Enterro da Gata em Maio de 1889. Passados, exactamente, 100 anos sobre o seu nascimento, é retomada a tradição, agora nas mãos dos estudantes da Universidade do Minho. A "gata" representa o indesejado insucesso escolar. É feito um velório em que a "gata" é transportada pelas artérias da cidade seguida por um séquito que não para de chorar a "finada".

S. João
24 de Junho » O S. João é a maior festa concelhia. » As primeiras referências remontam ao ano de 1489, ignorando-se, já nessa época, quando terá ocorrido a primeira das festividades. A programação é rica e variada com muita música popular, ranchos folclóricos, iluminações artísticas, sessões de fogo de artifício e uma série de manifestações culturais, desportivas e de âmbito religioso. É festejada com os martelinhos, alho porro, o cheiro dos manjericos, saltos à fogueira e arraiais com os seus tradicionais bailaricos.

Festival Internacional de Folclore de Braga

Último fim-de-semana de Agosto » Orientado para a música e a dança dos grupos folclóricos, constitui uma grande manifestação da cultura etnográfica local, regional, nacional e internacional, em obediência aos princípios que estruturam a identidade cultural bracarense, a qual é sujeita a interpretação substantiva de conteúdos e formas das práticas culturais locais, em situação de convivência com outras expressões socioculturais substantivamente diferentes, em cenário de grandes ressonâncias cívicas, humanas e monumentais.Desde há quatro anos que tem encontro marcado com o povo de Braga no último fim-de-semana de Agosto, em jornada tripla.

Encontros da Imagem
Maio » Os Encontros da Imagem surgem em 1987. A partir de então, e ao longo das várias edições já realizadas, a ideia dos Encontros foi ganhando forma, redefinindo-se progressivamente para se adaptar aos desenvolvimentos estéticos e formais da fotografia criativa que constitui o objecto central do acontecimento.

Mimarte
Festival de Teatro de Braga » Julho » Cumpre-se na primeira quinzena de Julho, em espaços já consagrados pelo público (Rossio da Sé, Arcada, Museu D. Diogo de Sousa) com a participação de grupos locais, nacionais e internacionais. O MIMARTE coloca particular ênfase no teatro realizado na rua, numa relação de grande espontaneidade com o espectador.

Braga afirma-se como um  importante centro difusor de cultura,  mercê da intensa e variada actividade do Município e do dinamismo dos seus agentes culturais. É assim, que, ao longo do ano, a oferta cultural é contínua, acontecendo, em domínios como a música, o teatro, a dança, as artes plásticas…

Bragajazz
Março » desde a sua primeira edição, traz, a Braga, a melhor produção nacional e internacional, tendo em conta a existência de uma numerosa sociedade académica, científica, intelectual e artística que reclama para a cidade uma excelente “performance” jazzística.

Braga Romana

Reviver o Passado na Bracara Augusta -  Junho » Reviver o Passado em Bracara Augusta, é viajar no tempo 2000 anos, regressar ao Império Romano, evocando o seu quotidiano como cidade-capital da província da Gallaecia. Nesta iniciativa, que decorre, anualmente, no início do mês de Junho, é recriado um mercado romano no centro histórico da cidade que é, também, palco para dois cortejos romanos, espectáculos de artes circenses, representações dramáticas, simulações bélicas, personificações mitológicas, malabarismos, interpretações musicais e danças da época de Bracara Augusta.

 

GASTRONOMIA


Terra de gentes laboriosas e amigas, tradições e história, Braga (Costa Verde) sabe acolher com uma boa mesa o seu visitante com tudo regado a vinho verde, jovem, fresco, capitoso e frutado.
Assim se começa a desenhar esta culinária, produto do génio colectivo Minho, ninguém a inventou e inventaram-na todos, como diria Fialho de Almeida.

A diversidade da paisagem natural e as influências recebidas durante séculos, de outras culturas, são elementos que geram um festival de sabores e perfumes subtis na culinária minhota.

O Minho é sobretudo bacalhoeiro. Em lascas, de cura amarela, hoje praticamente desaparecido, à Margarida da Praça à Miquelina, à Mira Penha e, em Braga, forçosamente à Narcisa, que melhor se deveria dizer "à Eusébia", a emérita cozinheira do restaurante vizinho do cemitério e falecida em 1972.

Em Braga, algo há devidamente local, embora copiado um pouco por toda a parte: o arroz de pato à moda de Braga, cozido o arroz na água em que se trabalhou o pato e levado ao forno com rodelas de chouriço e tiras de presunto. Toque especial leva na Cidade dos Arcebispos o sarrabulho. Fundamental é acompanhar o sarrabulho com os rojões, carne enrijada em vinha-de-alhos; os farinhotes, enchidos de sangue de porco e farinha de milho; as belouras, ou tripa enfarinhada, enchida apenas com farinha e condimentos; os fígados e o verde (sangue) frito com alho.

Exclusivamente bracarenses, as frigideiras, grandes pastéis de massa folhada com recheio de vaca e presunto, citadas como divinas por Júlio Dinis e com que fazia as suas orgias gastronómicas o José Fistula.

É na doçaria que a cozinha de Braga atinge uma maior originalidade e requinte, com o pudim Abade de Priscos, o toucinho do céu, as vieiras, o bolo rei, os doces de romaria e os fidalguinhos de Braga, biscoito seco para acompanhar o chá, bem como outras especialidades ricas de longa tradição conventual e popular.

 

ARTE TRADICIONAL


O Artesanato bracarense é um dos artesanatos portugueses mais conhecidos internacionalmente, os cavaquinhos, violas, os trabalhos de ferro forjado, com a imitação de peças antigas, os artigos de linho, os bordados, a cestaria, principalmente trabalhos em vime, as miniaturas em madeira, farricocos, bijuteria e as bonecas em trajes regionais.

São vários os percursos. Podemos começar pela louça típica de Braga, que nos prende pelas suas cores e formas atractivas. A paragem seguinte é nas miniaturas de madeira, onde tomam forma os mais variados objectos.

Uns passos adiante encontramos os farricocos, feitos por mãos hábeis e generosas no gosto pelos seus hábitos e costumes. Porém, o artesanato que mais caracteriza esta cidade é o dos cavaquinhos e das violas que vai resistindo no tempo e que se mantém manual e artesanal.

A Arte Sacra devemos salientar, é uma especificidade no âmbito da Arte. Mergulha nesta mas, sem dúvida, que a sublima, já que a componente espiritual lhe é intrínseca. Na Arte Sacra, como em toda a arte, o autor vem ao de cima e, por isso, temos Arte Sacra popular – em que as formas não são aprimoradas – e a Arte nobre (clássica) em que o artista é exímio. Na Igreja temos peças de um e outro valor e, por vezes, pela raridade e autenticidade as peças populares têm um valor acrescentado.

Devemos ter em atenção devida todas as peças de arte, seja qual for o seu autor e a sua origem e, se porventura, alguma imagem popular for retirada do culto público, deve ser cuidadosamente entregue à guarda do Museu da Catedral ou do Museu Pio XII, pertencentes um e outro à Igreja Arquidiocesana Bracarense, continuando a ser propriedade da paróquia de origem e unicamente ficando a salvo de qualquer contingência.

O Minho é a região portuguesa onde o folcloreé mais vivo, diversificado e colorido. As danças e os cantares que o caracterizam constituem hoje um cartaz turístico-cultural admirável, mercê da alegria desbordante do homem e da mulher minhota, transposta para as danças tradicionais com uma beleza inigualável.

Entre todas as danças, desde verdegares a fandangos, passando por chulas, malhões e caninhas-verdes, a que melhor caracteriza o folclore minhoto é o vira, graças ao ritmo e vibração que lhe é imposto pelos garbosos e ridentes pares de dançadores e dançadeiras, e pelo som exuberante e compassado da tocata tradicional, composta por bombos, violas braguesas, ferrinhos, cavaquinhos e concertinas. Não há ninguém que fique indiferente a este hino de celebração da vida, de consagração do espírito de festa e de harmonia com o mundo e a natureza.

Esta cultura peculiar e única, nascida das tradições ancestrais do Minho, e ligada profundamente ao quotidiano laborioso, às romarias e aos folguedos, é hoje ciosamente guardada e divulgada por numerosos grupos folclóricos, de que Braga é um dos concelhos mais ricos da região, e que esteve na origem da organização anual de um grande Festival Internacional de Folclore na Avenida Central.


Fontes: Camara Municipal de Braga: www.cm-braga.pt