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Gerês, Lugares de Encanto e Mistério...

O Parque Nacional da Peneda-Gerês compreende mais de setenta mil hectares de território protegido, que abrange as serras Amarela, do Gerês (a mais conhecida) e da Peneda. A paisagem é tão variada que depressa se compreende que o ponto de convergência é, muito simplesmente, a necessidade de protecção desta área. O lírio do Gerês e a víbora de Soane são as raridades que dificilmente encontraremos, mas que comprovam a especificidade - e fragilidade - da área. Com a forma de uma Lua minguante, o Parque é mais verde e frondoso no centro e mais seco e dramático nos extremos.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês ou conjunto serrano da Peneda-Gerês", é o único parque nacional de Portugal e situa-se no extremo nordeste do Minho, estendendo-se até Trás-os-Montes, desde as terras da Serra da Peneda até a Serra do Gerês - daí a sua designação -, sendo recortado por dois grandes rios, o Rio Lima e Cávado.

Fazendo fronteira com a Galiza, abrangendo os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), Viana do Castelo (concelho de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (concelho de Montalegre) numa área total de cerca de 70 290 hectares. O Parque Nacional da Peneda-Gerês é considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera.

É uma das maiores atracções naturais de Portugal, pela rara e impressionante beleza paisagística e pelo valor ecológico e etnográfico e pela variedade de fauna(corços, garranos, lobos, aves de rapina) e flora(pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). Estende-se desde a serra do Gerês, a Sul, passando pela serra da Peneda até a fronteira espanhola.

 



O Parque Nacional da Peneda-Gerês situa-se numa região onde os hábitos culturais das populações serranas, o modo de organização social, e as tradições de cariz comunitário ainda subsistem. As aldeias isoladas, os espigueiros, os prados, ou a agricultura em socalcos são marcas de uma ruralidade que permanece e que tem sido preservada. A barragem da Caniçada no rio Cávado, próxima de Vieira do Minho, foi construída em 1954 no âmbito do plano de aproveitamento hidroeléctrico e constitui uma das mais belas paisagens erigidas pelo Homem em território nacional. Próximo do rio Caldo e às pontes do Gerês e de São Bento da Porta Aberta pode desfrutar de uma magnífica paisagem e passear de barco.

As Caldas do Gerês, situadas em pleno parque, continuam com o encanto de outrora com a recuperação de alguns antigos hotéis desta povoação termal. Já conhecidas dos Romanos, a estância termal foi mandada construir pelo rei D. João V. Particularmente recomendadas para as doenças do fígado, obesidade ou diabetes, estas termas oferecem diversos programas num enquadramento paisagístico luxuriante.

A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza do coberto vegetal: matos, carvalhais e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens. As matas do Ramiscal, de Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria Serra do Gerês são um tipo de paisagem que dificilmente encontra em Portugal algo de comparável.

Estas serranias já foram solares do Urso pardo e da Cabra Montesa. O Lobo vagueia num dos seus raros territórios de abrigo. A Águia-real pontifica no vasto cortejo das aves. Micro-mamíferos vários, caso da Toupeira-de-água, diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a Truta e o Salmão enriquecem o quadro zoológico.

É um momento estranho. Parece que, de repente, ficamos extasiados perante tanta beleza. No coração deste vale (de Albergaria), diante do silêncio entrecortado pelo ruído do rio, assumimo-nos encantados perante tamanha beleza. O Parque Nacional da Peneda-Gerês é, assim, uma região ideal para uma descoberta às raízes portuguesas e à exploração de uma das mais belas paisagens naturais e humanas existentes em Portugal.

Para quem visita o Parque Natural é obrigatório ir à Cascata do Arado, Pedra Bela, Mata da Albergaria, uma zona envolvente à estrada que liga a vila do Gerês à Portela do Homem. Minas dos Carris, não sem antes passar ao lado das Minas do Borrageiro.Testemunhos de outrora ainda permanecem na paisagem como são o caso das inverneiras, os fojos de lobos, sendo que o mais conhecido é o fojo da aldeia de Fafião, as silhas dos ursos, as pequenas povoações dispersas pelos montes e as eiras comunitárias.Inclui trechos da estrada romana que ligava Braga a Astorga, conhecida como Geira. No parque situam-se dois importantes centros de peregrinação, o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, réplica do Santuário do Bom Jesus de Braga, e o de São Bento da Porta Aberta, local de grande devoção popular.

 

 

Castro Laboreiro
Destaca-se pelo seu castelo medieval, sendo um magnífico exemplo do aproveitamento humano de uma enorme fraga, numa boa posição defensiva e com um panorama de uma força extraordinária: de um lado levantam-se, em sequência, três montes, e os telhados das aldeias aparecem transformados num pontilhado minúsculo; do outro, uma verdadeira muralha natural, feita de esteios de granito esculpidos numa amálgama inexpugnável, fecha o horizonte. O que foi feito pelo homem e pela natureza confunde-se na perfeição: as ameias são penedos e a entrada é deles feita e neles talhada, com encaixes cimentados pelo tempo. A rudeza do enquadramento reaviva imagens de batalhas, a dureza do granito cinzento e seco relega o verde dos lameiros e campos de milho para os campos à volta da aldeia, bem lá no fundo.

Castro Laboreiro possui um dos mais homogéneos e interessantes núcleos de pontes históricas, cuja relevância é reforçada pelo facto de quase todas elas provarem como a Idade Média reutilizou as antigas estruturas da época romana, fazendo com que algumas apresentem um aspecto misto, fruto de duas fases distintas de utilização. No planalto de Castro Laboreiro, que se estende para leste até à fronteira com Espanha, está referênciado um conjunto de cerca de 62 monumentos funerários, constituídos na sua maioria por mamoa de terra, couraça lítica e câmara megalítica. A necrópole estende-se para o território galego onde estão referenciados cerca de 30 monumentos próximos da fronteira. Cerca de um quarto destes monumentos da freguesia são monumentos isolados, muitas vezes dominantes na paisagem. Os restantes monumentos organizam-se em grupos junto às principais portelas naturais e às nascentes do rio Castro Laboreiro e das corgas afluentes.

Para além da povoação da Vila, lugar mais central e sede da freguesia, Castro Laboreiro possui mais de 40 lugares distribuídos pelas brandas, no planalto a NE da Vila, e pelas inverneiras espalhadas ao longo das duas margens do rio Castro Laboreiro. Castro Laboreiro é também famosa pela sua raça de cães.

Após um largo triangular onde se situam os antigos dormitórios para os peregrinos (hoje transformados num hotel), o santuário desenvolve-se numa alameda arborizada em escadaria, com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo (Natividade e Paixão). Uma das capelas ostenta uma inscrição que atesta ter ela sido oferecida pelo negus da Etiópia. Ao fundo da alameda, numa praça circular, situa-se um pilar oferecido pela rainha D. Maria I.

Lindoso
A aldeia de Lindoso conhecida pelos espigueiros (maior aglomerado de espigueiros antigos da Península Ibérica) e pelo seu castelo datado do século XIII é outro dos locais a visitar. Em torno das muralhas pode apreciar as serras e os vales profundos que dominam a paisagem. Uma das atracções é a eira dos 48 espigueiros dos séculos XVII e XVIII e que corresponde a um aglomerado particular de beleza única. Além do castelo, a aldeia do Lindoso apresenta um valioso património edificado, que inclui o pelourinho, espigueiros e eiras comunitárias, o cruzeiro do Castelo, a ponte medieval e os moinhos de água de Parada, calçadas medievais, o castro de Cidadelhe e as igrejas paroquiais de São Mamede, Santa Maria Madalena e Santo André.

Pitões das Júnias
A aldeia de Pitões da Júnias situada no concelho transmontano de Montalegre é uma das povoações mais pitorescas desta região. A sua origem encontra-se profundamente associada ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias, cuja data de fundação aproximada será 1147 e que foi posteriormente integrada na Ordem de Cister durante o século XIII. A aldeia encontra-se bem preservada com as suas habitações tradicionais de aparência medieval e constituem um lugar de excepção a visitar dentro do parque.

O Mosteiro de Santa Maria das Júnias só se revela a quem o procura. Entretido com a estrada, com a aldeia, o passante terá de dirigir-se a um lugar com o promissor nome de Anjo, de onde se desfruta um belo panorama. À direita passa uma levada e à esquerda descemos para uma primeira visão, de cima para baixo, sobre o telhado e a mimosa entrada da igreja românica, único edifício completo deste mosteiro da Ordem de Cister abandonado no século XIX. O conjunto possui a dose exacta de ruína e edifício intacto. Animais de pedra (carneiros?) decoram uma parede lateral, sobras de um claustro levantam-se do lado oposto. Ermitério místico escondido numa prega dos montes, lugar propício ao exercício de qualquer espiritualidade, este é, também, um lugar de rara beleza, onde a pedra se converteu em fé.

Soajo
A aldeia do Soajo é também famosa pelo vasto conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. O mais antigo data de 1782. Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. As suas paredes são fendidas para que o ar circule através das espigas empilhadas. No topo são geralmente rematados por uma cruz, que significa a invocação divina para a protecção dos cereais. Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra. Visite também o Pelourinho e a casas típicas de granito da Aldeia. Várias pequenas lagoas se formam ao longo do rio Adrão entre outros, sendo usadas por várias pessoas para banhos

Vilarinho das Furnas

Aldeia submersa pela construção da Barragem Vilarinho das Furnas no rio Homem.As comunidade locais desenvolveram ao longo do tempo uma actividade essencialmente agro-pastoril tendo conseguido até hoje manter uma identidade comunitária única que procura manter a ligação entre a terra e os animais e que se encontrava patente, por exemplo, na aldeia de Vilarinho das Furnas, submersa pela barragem.

Lamas de Mouro
Na Mata de Albergaria, a paisagem é menos agreste e a rudeza das fragas está vestida por um bosque de beleza excepcional. As árvores, uma amálgama de espécies mediterrânicas e outras mais próprias do Norte da Europa, levantam-se de um chão musgoso, de um verde húmido, ou de um colchão de fetos gigantescos. É uma floresta encantada, por onde os raios de sol entram filtrados por folhas de um verde transparente, ou nem sequer entram... Morada de duendes, sem dúvida, lugar de fadas com banda sonora de água e pássaros. Em certos lugares, o rio Homem cavou piscinas arredondadas, poços profundos onde também a água é verde ou azul, conforme a luz. Libélulas azuis e sapos castanhos são visitantes de Verão, neste lugar onde os humanos só penetram a pé.

Santuário de Nossa Senhora da Peneda
É um santuário localizado na freguesia de Gavieira, Arcos de Valdevez, Portugal, construído entre os finais do séc. XVIII e o terceiro quartel do séc. XIX.

A igreja foi terminada em 1875. Frente à igreja encontra-se o escadório das virtudes, com estátuas representando a Fé, Esperança, Caridade e Glória, datado de 1854, obra do mestre Francisco Luís Barreiros.

 



Percusos Pedestres
Aproveite também para percorrer as ruas estreitas da aldeia, com casas de granito e muitos exemplares de arquitectura popular como eiras, espigueiros e moinhos. Em São João do Campo visite o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, criado para manter bem viva a memória da povoação que ficou submersa sob a barragem de Vilarinho das Furnas há mais de 30 anos.

Na barragem de Salamonde, passe para a margem direita do Cávado e suba à aldeia de Fafião, já no concelho de Montalegre, nem que seja só para ver o Fojo do Lobo, uma armadilha ancestral de pedra para caçar os ditos. Trata-se de uma estrutura em pedra que afunila e desce pela encosta do monte, rodeada de vegetação intacta, para o lobo não desconfiar que estava a ser guiado para a morte.

No final do caminho, a surpresa: um poço com cerca de três metros de altura! Ora aqui está um bom exemplo do engenho das populações. Pena é que servisse este propósito, já que os lobos estão seriamente ameaçados de extinção para estes lados.

Continue para leste, paralelamente ao Cávado. Passados seis quilómetros, siguae pela direita, na direcção de Venda Nova e Misarela. Mais quatro quilómetros volvidos e é tempo de desceres até ao Cavado, para o atravessares junto à central eléctrica. A meio de uma longa subida deverá cortar à direita para Sidrós, aldeia onde encontrarás indicações q.b. para chegar à Ponte da Misarela, rodeada de penhascos que parecem belos a uns e assustam outros.

O paredão da barragem de Vilarinho das Furnas permite agora a passagem para outros destinos, como Ponte da Barca e Lindoso, através de uma estrada de bom piso, embora estreita e sinuosa, que sobe até Brufe. Continue depois para Germil, num cruzamento à direita bem sinalizado, terra de espigueiros bem antigos.

A descida de Germil para as margens do rio Lima é trabalhosa, mas a vista compensa. A via cruza a vertente oeste da serra Amarela até Entre Ambos-os-Rios. Antes disso vai encontrar uma saída à direita para a aldeia de Ermida, no topo da qual se situa a curiosa aldeia de Vilhares. Um desvio que custa sempre um ou mais rolos fotográficos, mas vale bem a pena. De regresso à estrada principal, chegando a Entre Ambos-os-Rios é altura de tomar a direcção do Lindoso. Esta aldeia fica na margem esquerda do rio Lima, perto do local onde este entra em Portugal. Não admira que aqui fosse construído um castelo que defendesse esta zona-chave da fronteira.

Certamente que não deixará de visitar as Caldas do Gerês, já que foi para aquelas bandas. Sugerimos que, quando lá estiver, suba ao Miradouro da Pedra Bela, que lhe oferece uma vista de sonho sobre os vales do Gerês e do Cávado. Daí, rumo a Fafião – é só descer das Caldas até às pontes de Rio Caldo, seguindo depois a direcção de Chaves/Vieira do Minho, até encontrares a EN103, na qual deverá tomar a saída para Chaves, à tua direita.
Conta a lenda que esta construção se deve à obra do Diabo, que a criou para ajudar um bandido em fuga, e à obra de um frade, que ali a eternizou ao benzer o mesmo criminoso, enquanto este a atravessava, na tentativa de salvar a sua alma.





Paisagem e Fauna
Lagoas de albufeira, como a da Caniçada, são espelhos de água abundantes e tomam um azul penetrante em dias de sol, debruadas a linhas de água quase brancas, reflectindo a imagem dos montes verdes, polvilhados pelos amarelos e rosas intensos da urze e do tojo. No Inverno, os planaltos são a nossa pequena Patagónia, despidos de cores intensas, uma cortina de picos cinzentos a fechar o horizonte. Os regatos mais finos congelam, a geada e a neve pintam a paisagem de branco e cinzento; ou então, em dias mais húmidos, um nevoeiro opaco pousa nos vales, transformando os cumes graníticos das montanhas em ilhas de Avalon, de onde chegam, em eco, os sons vagos das aldeias: ladrar de cães, assobios de pastores, sinos de igreja.

A Cabra-Montesa
Um estudo de 2002 estimava a população Ibérica de cabra-montesa em cerca de 50.000 indivíduos, distribuídos por cerca de 50 núcleos. O tamanho destes núcleos é bastante variável, existindo situações em que a densidade de animais é bastante elevada, e outros onde a extinção é, ou será a curto prazo, uma realidade. No entanto, e a nível geral, existe uma ligeira tendência para o aumento da população e para a dispersão para novos locais e mesmo para locais onde já existiu (como no caso Português).

Em Portugal, e até meados de 1990, a cabra-montesa era apenas uma recordação de tempos passados. Os últimos exemplares de que há memória no Gerês remontavam a 1890, e foram os últimos indivíduos da subespécie C. p. lusitanica de que há memória. Também a subespécie C. p. pyrenaica, dos Pirinéus, está extinta, desde 2000.

Em 1998 foram avistadas, de uma forma inesperada, algumas cabras no Gerês. Estes indivíduos são da subespécie C. p. victoriae, e resultam provavelmente, da dispersão de animais que foram translocados para a Galiza. Em 1992, 4 machos e 8 fêmeas foram translocados desde a Reserva Nacional de Gredos para o Parque Natural de “Invernadeiro” na Galiza. Em 1997 esta população já tinha 71 animais, e procedeu-se à translocação de 18 para o Parque Natural da Serra do “Xurés-Baixa Limia”. Foi desta última população que escaparam alguns animais, que estavam em cercados, e que foram avistados na Serra Amarela e na Serra do Gerês.

Lobo
Em Portugal, não são muitos os sítios onde podem ser encontrados lobos em liberdade. O Nordeste Transmontano talvez seja o local onde mais facilmente poderá ter um encontro com estes belos animais. Também é possível encontrar alguns lobos no Parque Nacional da Peneda Gerês e no Distrito da Guarda, na Serra de Leomil, embora se pense que poderão apenas existir aqui uma ou duas alcateias. Contudo, em Portugal os lobos estão a atravessar uma fase de declínio e a sua sobrevivência está ameaçada. Este declínio começou com uma caça intensa a esta espécie, e nos últimos anos, tendo a caça sido proibida, surgiram os envenenamentos. Outro factor importante tem sido o facto de cada vez haver menos cervídeos em liberdade e essa era a sua maior fonte de alimento.

Os fogos florestais vão reduzindo o território e o número de presas, e os lobos passam então a ter de se alimentar de gado, sobretudo ovelhas, provocando enormes prejuízos aos pastores, que vêm assim os seus rebanhos dizimados. Apesar de estar contemplado que esses serão monetariamente recompensados pelos danos, o facto de os pagamentos demorarem muito tempo leva a que alguns achem que a única solução é acabar com os lobos nas suas zonas de pasto. Pensa-se que, em território português, pode haver cerca de 200 lobos, talvez um pouco mais.

Garrano
É uma raça com origem em Portugal continental, mais concretamente nas serranias agrestes do Norte. Já no Paleolítico foram feitas pinturas rupestres, onde hoje se pode confirmar a existência de um cavalo com configuração e estatura muito semelhante ao actual Garrano, sem grandes alterações morfológicas. Talvez o facto de viver em liberdade tenha isolado esta espécie de outros cavalos, libertando-a de cruzamentos que poderiam ter alterado para sempre o seu futuro. Ainda hoje é possível avistar esta raça em liberdade, no Parque Nacional da Peneda Gerês, onde frequentemente passeiam, em total liberdade, ao sabor do melhor pasto ou de uma colina mais abrigada. Aos cavalos criados em cativeiro, foram essencialmente atribuídas tarefas ligadas à agricultura devido á sua grande resistência (suporta pesos até 100kg), embora também sirvam como cavalo de sela, sendo que este não é um papel que o Garrano assuma com muita convicção.

O Garrano tem uma altura média de 1.30m e o seu peso aproxima-se dos 190kg, apresenta pêlo castanho e tem uma figura algo atarracada o que o distingue dos restantes cavalos como por exemplo o Lusitano. A raça garrana é uma das três raças de cavalos autóctones da Península Ibérica. A sua pequena estatura, membros robustos e curtos, perfil côncavo e pescoço grosso adornado por uma densa crina o Garrano é provavelmente um representante longínquo da fauna glacial do fim do paleolítico e representante do cavalo tipo Celta das regiões montanhosas do Nordeste Ibérico Hoje os exemplares que vivem ainda em estado selvagem são poucos e a raça está classificada como ameaçada. Em liberdade a manada de Garranos é constituída por harém de fêmeas e um único macho adulto, que defenderá o seu grupo de qualquer intruso, seja ele outro cavalo ou mesmo um lobo que enfrentará para proteger o grupo. A sua grande concentração é hoje nas encostas mais inóspitas do parque Nacional da Peneda Gerês para deleite de todos nós quando com eles nos cruzamos nessas serranias.


A gastronomia da área do Parque Nacional do Peneda-Gerês varia consoante as zonas. Na zona de Castro Laboreiro, os pratos típicos incluem Carne de Cabrito de Castro Laboreiro, Bifes de Presunto, Na zona da serra do Soajo/Amarela, são muitos os pratos típicos confeccionados, mas salientam-se as Papas de Sarrabulho, os Rojões, o Cozido à Portuguesa e a Lampreia, não esquecendo o tão conhecido cozido de feijão com couves da zona de Rio Caldo. Outras especialidades em destaque são, os enchidos, Pataniscas de Bacalhau, Bacalhau com Migas e arroz de cabidela.

Na doçaria regional incluem-se Charutos de Ovos Moles, Rebuçados dos Arcos, Bolo de bolacha com doce de ovos, os pasteis de Santa Eufémia, a torta de laranja de Amares entre outros doces conventuais. No Barroso, os pratos típicos são o Cozido à Moda do Barroso, a Vitela Barrosã Assada na Brasa, ou Estufada no Pote, e a Truta Recheada. Também é zona de fumeiros e de pão de centeio.

O queijo típico do Parque é o Queijo da Cachena. Este bovino pasta livremente na serra, aproveitando os pastos naturais e abundantes. A sua alimentação é, por vezes, complementada com alimentos produzidos nas explorações agrícolas da região, o que permite a recolha de um leite puro e de características únicas.

 

Fontes: www.almadeviajante.comwww.wikipedia.pthttp://faustinovieira.blogspot.com