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Sintra, um lugar para se sentir...

Sintra é um daqueles paraísos terreais onde a mão divina se esmerou, esculpindo a Natureza de forma sublime, como que a querer deixar-nos surpreendidos, rendidos à beleza da Obra. Sintra, com a sua imponente serra salpicada de palácios, igrejas e quintas senhoriais, que se estende em ondas de verde até ao oceano,  o fascínio dos aglomerados urbanos da Vila Velha, da Estefânia e das aldeias que dão colorido à charneca saloia, constitui, sem dúvida, um local privilegiado por excelência de inegável beleza e interesse cultural e natural.


Sintra, Património Cultural da Humanidade

Conhecida na Antiguidade Clássica como Monte da Lua, ou Promontorium Lunae, pela forte tradição dos cultos astrais ainda visíveis em inúmeros monumentos e objectos arqueológicos, a Serra de Sintra é um maciço granítico com cerca de 10 Km de comprimento que emerge, abruptamente, entre uma vasta planície a Norte e o estuário do Tejo a Sul, numa cordilheira serpenteante que entra pelo Oceano Atlântico até formar o Cabo da Roca, afinal a ponta mais ocidental do Continente Europeu.

Acarinhada e venerada pelo Homem ao longo da História, a Serra de Sintra apresenta hoje um conjunto fabuloso de monumentos das mais variadas eras, desde a Pré-História aos nossos dias, demonstrativo de um respeito ímpar e de uma enorme tolerância cultural, talvez a razão máxima que levou Sintra a ser consagrada Património da Humanidade.

Competindo com a diversidade monumental, há ainda a salientar a riqueza ambiental desta Serra. Graças ao seu micro-clima, aqui se encontram alguns dos mais belos parques de Portugal, plantados ao sabor romântico e também uma vegetação autóctone, densa e frondosa, que lhe dão um semblante majestoso no salpicado cromático de verdes. Assim, pode o visitante descer ao Neolítico pelo Tholos do Monge; desfrutar os horizontes nas muralhas do Castelo dos Mouros, construção militar árabe do séc. VIII; sentir a vera austeridade dos monges franciscanos no Convento dos Capuchos; deambular pelos mistérios do Palácio da Pena, edifício mítico-mágico que mais parece o prolongamento da própria montanha, e sensibilizar-se nos recantos doces do Parque da Pena, sítio de amor e exotismo onde transpiram uma grande paz e serenidade.

 

 

Palácio Nacional de Sintra (Paço Real ou Palácio da Vila)
Este palácio tem origem provável num primitivo paço dos walis mouros. Traça actual proveniente de duas etapas de obras: a primeira, no reinado de D. João I (séc. XV); a segunda, no reinado de D. Manuel I (séc. XVI). Possui o maior conjunto de azulejos mudéjares do país.

O Palácio Nacional de Sintra, também conhecido como Palácio da Vila, foi um dos Palácios Reais e hoje é propriedade do Estado Português, que o utiliza para fins turísticos e culturais. De implantação urbana, a sua construção iniciou-se no século XV, com traça de autor desconhecido.

Apresenta características de arquitectura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitectura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias. É dominado por duas grandes chaminés geminadas que coroam a cozinha e constituem o "ex-libris" de Sintra.

Palácio Nacional da Pena
Constitui o mais completo e notável exemplar de arquitectura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude, remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885), adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete. Para dirigir as obras, chamou o Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este notável edifício.

Extremamente fantasiosa, a arquitectura da Pena utiliza os "motivos" mouriscos, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos Schinkel do centro da Europa. Situado a 4,5 Km do centro histórico.

Palácio Nacional de Queluz
Mandado construir pelo Infante D. Pedro III, no ano de 1747, foi na sua origem uma casa de campo pertença do Marquês de Castelo Rodrigo, no século XVII. O Palácio de Queluz é o espelho da sociedade barroca de setecentos. É a imagem marcante de uma época em que imperava a teatralidade, a aparência e a necessidade de espaços amplos. Muitas vezes comparado ao palácio de Versalhes, este palácio é, no entanto, uma construção bem portuguesa, nas escalas e no próprio espírito artístico.

Um dos últimos grandes edifícios em estilo rococó erguidos na Europa, o palácio foi construído como um recanto de verão para D. Pedro de Bragança, que viria a ser mais tarde marido e rei consorte de sua sobrinha, a rainha D. Maria I de Portugal.

Serviu como um discreto lugar de encarceramento para a rainha Maria I enquanto sua loucura continuou a piorar após a morte de D. Pedro em 1786. Após o incêndio que atingiu o Palácio da Ajuda em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a residência oficial do príncipe regente português, o futuro D. João VI, e de sua família. Permaneceu assim até a fuga da família real para o Brasil em 1807, devido à invasão francesa em Portugal.

A construção do Palácio iniciou-se em 1747, tendo como arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Apesar de ser muito menor, é chamado frequentemente de "o Versalhes português". A partir de 1826, o palácio lentamente deixou de ser o predileto pelos soberanos portugueses. Em 1908, tornou-se propriedade do Estado. Após um grave incêndio em 1934, o qual destruiu o seu interior, o Palácio foi extensivamente restaurado e, hoje, está aberto ao público como um ponto turístico.

Palácio e Quinta da Regaleira
Situada em pleno Centro Histórico de Sintra, classificado Património Mundial pela UNESCO, a Quinta da Regaleira é um lugar com espírito próprio. Edificado nos primórdios do Século XX, ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções, nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante, é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936). A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado, o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas - com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença - e, por outro, a glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.

A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio dos Milhões, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade, que nos permite descermos à cripta onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além. Há ainda um fabuloso conjunto de torreões que nos oferecem paisagens deslumbrantes, recantos estranhos feitos de lenda e saudade, vivendas apalaçadas de gosto requintado, terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.

A culminar a visita à Quinta da Regaleira, há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da maçonaria, para descer ao monumental poço iniciático por uma imensa escadaria em espiral. E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas, é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe. Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas, até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.

Palácio de Monserrate
Em 1858, Francis Cook contratou James Knowels Jr. para projectar o pavilhão que pretendia construir em Monserrate. O arquitecto deparou-se, no entanto, com limitações várias, uma vez que teve de se cingir às estruturas subsistentes do antigo castelinho neogótico de DeVisme.

Ainda assim, o edifício construído segundo o risco de Knowels revela-se original e profundamente eclético. Os três corpos do pavilhão – encimados por bolbosas cúpulas vermelhas – apresentam as fachadas rasgadas por portas e janelas de quebratura gótica. A entrada é precedida de pórtico igualmente neogótico, cintado por grandes entablamentos. Na cornija surgem, alternados, modilhões de volutas e arcadas trilobadas e do corpo central emerge, sobre o frondoso parque, um balcão provido de arcaria e ornado com azulejos de imitação mudéjar. No interior, a exuberância decorativa dos estuques e capitéis acentua o carácter orientalizante do pavilhão, nomeadamente na galeria e na "Sala de Música", onde uma profusão de temas indianos e clássicos imprime ao conjunto uma dinâmica própria que resulta em singular efeito estético. Os soberbos jardins que rodeiam a áulica construção foram concebidos e executados por Stockdale e também por Thomas Gargill que souberam explorar as particularidades micro-climáticas da Serra, obtendo, deste modo, um magnífico parque, no qual se podem observar, ainda hoje, mais de 3.000 espécies exóticas.

Castelo dos Mouros
Antigo castelo de provável fundação muçulmana, durante o séc. IX, no qual nunca se travou nenhuma batalha. De facto, tanto os ocupantes muçulmanos como cristãos rendiam-se invariavelmente após a conquista de Lisboa pelo lado oposto, apesar da aparente invulnerabilidade do Castelo. Tal facto deve-se à sua função, que não era tanto a da defesa da vila e sim de defesa e vigilância de Lisboa e arredores, conjuntamente com outras vilas do termo de Lisboa. Em 1154, D. Afonso Henriques concede carta de foral à vila. Com o contínuo avanço da Reconquista para Sul, o Castelo dos Mouros perde a sua importância estratégica, acabando por ser totalmente abandonado durante a Segunda Dinastia. Nos finais de quatrocentos apenas habitavam o sítio do castelo alguns judeus, segregados do resto da comunidade por ordem régia e até esses acabaram por sair devido à expulsão das minorias étnicas e religiosas. À ruína devida à passagem do tempo, juntou-se a provocada pelo terramoto de 1755. No séc. XIX, D. Fernando II aforou a velha fortaleza e procedeu ao seu restauro integral. Como acontece com  quase todos os vestígios monumentais sintrenses mais remotos, pouco é já o que pode ser observado que seja de origem. Do que hoje se vê, apenas a base das torres e as muralhas remontarão à fundação inicial.

Convento dos Capuchos (Convento de Santa Cruz da Serra)
Este convento foi mandado construir em 1560 por D. Álvaro de Castro, num sitio isolado e inóspito, cujas condições naturais devem ter tido uma forte influência na escolha da localização do convento aquando da sua fundação.
O convento serrano de Sintra ficou famoso pelo extremo da sua pobreza, seja a da construção, seja a das próprias condições de vida. A portaria do convento, um simples telheiro com tecto e traves de madeira forradas de cortiça, de imediato elucidam acerca da pobreza e do rigorismo ascético que orientaram esta construção rústica e primitiva.
Habitado ainda com toda a certeza nos finais do séc. XVIII, o Convento de Santa Cruz dos Capuchos deve ter sido abandonado em 1834, com a extinção das ordens religiosas que o regime liberal determinou.

A mata do Convento, com os seus velhos carvalhos e arbustos de grande porte, beneficiou seguramente do carinho e protecção dos religiosos. Tendo sobrevivido até aos nossos dias, constitui talvez o mais representativo testemunho e a mais bem conservada relíquia da floresta primitiva da Serra de Sintra. Basicamente é constituído por uma formação arbóreasubmediterrânica dominada por  carvalhos caducifólios, com elementos do maquis mediterrânico no sub-coberto e grande profusão de fetos, musgos e plantas epífitas e trepadeiras que tudo envolvem e recobrem num denso emaranhado vegetal.

Palácio de Seteais
Construído nas últimas décadas do século XVIII por Daniel Gildemeester, na altura Cônsul da Holanda em Portugal, o palácio (hoje em dia Hotel) tem um desenho actual, depois das obras de ampliação que sofreu nos princípios do século XIX.  De arquitectura neoclássica, insere-se no conjunto de palácios reformados pela burguesia. Destaca-se a entrada, com frontões triangulares, janelas de guilhotina e uma escada de dois braços que se desenvolve para o interior no sentido da fachada secundária. Pode-se também constatar a adaptação do palácio à irregularidade do terreno, que tem um enquadramento com o Palácio da Pena.

Museu de História Natural
O Museu de História Natural de Sintra localiza-se em pleno Centro Histórico da Vila Velha de Sintra, na Rua do Paço, num edifício do século XIX, mais concretamente de 1893. Nele, está exposta ao público uma exposição de longa duração, cuja génese nasceu das mãos do coleccionador Miguel Barbosa e de sua mulher, Fernanda Barbosa, os quais, durante cerca de 50 anos, reuniram um acervo único composto por milhares de fósseis de valor cultural e científico incalculável.

Este Museu conta, para além da Sala de Exposição Permanente, com uma Sala de Exposições Temporárias preparada para receber mostras e eventos diversos, com uma Reserva e Laboratório para o tratamento e estudo das peças, com um pequeno Serviço de Documentação especializado e ainda com uma Loja e uma Cafetaria. O espaço expositivo tem uma apresentação dinâmica, recorrendo a concepções de mobiliário e equipamento assentes na modernidade, jogando, ainda, com o recurso às novas tecnologias.

Dentro do mesmo espírito, foi concebido o Serviço Educativo, o qual, partindo da exposição patente ao público, vai contar a história que começa com a formação da Terra Primitiva e as mutações que esta sofreu ao longo de milhões de anos no decorrer das diferentes Épocas Geológicas, desde o Pré-Câmbrico ao Quaternário, mostrando toda a evolução da vida através das Colecções Municipais de Paleontologia, Mineralogia, Malacologia e Petrografia oriundas das mais diversificadas partes do mundo

Museu Ferreira de Castro
Em plena Vila Velha de Sintra, no Casal de Santo António, situa-se o Museu Ferreira de Castro, em consequência da doação feita pelo escritor do seu espólio ao Povo de Sintra, formalizada em 3 de Abril de 1973, ficando a Câmara Municipal como sua fiel depositária.

Tendo Ferreira de Castro manifestado o desejo de que os seus restos mortais permanecessem em Sintra - como veio a suceder -, aceitou de bom grado a sugestão do "dois notáveis escritores, sintrense um, outro lisboeta, a quem a biblioteca da vila por nós amada prestava bons serviços para as suas pesquisas culturais", no sentido de que essa doação se fizesse. Trata-se de Francisco Costa, então director da Biblioteca Municipal, e Alexandre Cabral, que tinha na Camiliana de Sintra um apreciável acervo bibliográfico e documental para o desenvolvimento da sua investigação.

O primeiro mentor desta ideia terá sido, contudo, o então presidente da Câmara, António José Pereira Forjaz, que em carta de 10 de Abril de 1973, dirigida ao romancista, manifestava alvoroçadamente o seu júbilo, depois de verificada a conformidade da doação com as disposições legais. Seguidamente, Francisco Costa elaborou um parecer em que acentua a importância do espólio, sendo o texto da doação lido em voz alta por Pereira Forjaz na reunião de Câmara de 18 de Abril desse ano. Nesse mesmo dia, Forjaz daria ao autor de A Selva a notícia da aprovação por aclamação da "generosa, tão importante e valiosa doação."

Em consequência do trabalho da Comissão Instaladora, integrada entre outros, por Elena Muriel Ferreira de Castro, Alexandre Cabral, Álvaro Salema, Francisco Costa e José Alfredo da Costa Azevedo, o Museu abriu as sua portas em 6 de Junho de 1982. Encerrado para obras três anos mais tarde, reabriria em 22 de Julho de 1992, após remodelação dos conteúdos expositivos e de elaboração de um novo guia para o visitante.

 

 

Cabo da Roca
Dizem os entendidos que aqui está o ponto mais ocidental da Europa continental, coordenadas de esperança para quem navega as costas da finisterrae. Coisa pouca, admita-se. Camões preferiu dizer o mesmo por outras palavras e saiu-lhe um «onde a terra acaba e o mar começa». Simples, belo e tão inquestionável como Latitude 38º 47´ Norte, Longitude 9º 30´ Oeste. Afinal, talvez a única diferença entre as reflexões do poeta e o raciocínio do geógrafo esteja apenas e só na maneira de como cada um diz as mesmas coisas.

A paisagem entra pela alma e quase desperta o "desejo absurdo de sofrer" que experimentou um dia Cesário Verde nas ruas de Lisboa, ao anoitecer. Será da vegetação rasteira devastada pela maresia, tentando sobreviver entre os penhascos de rocha crua?
Depois, passado o farol, é o confronto de peito aberto com o mar. Respira-se a custo, sente-se nas costas todo o peso do continente, enquanto os olhos se abrem para o convite do oceano. É no Cabo da Roca que a expressão "jangada de pedra" ganha todo o seu significado, com a vantagem de cada um poder sentir-se timoneiro, comandante ou náufrago da embarcação. Ou nostálgico do mar, que é símbolo de partida e da esperança de um eterno recomeço. Certo, certo é que ninguém de lá sai como chegou e para franquear o portal mágico do Cabo da Roca não é preciso password. Basta ir, fazer uma pausa nos fins-de-semana consagrados aos templos do consumismo e recuperar um pouco, nem que seja só um bocadinho, daquela ligação ancestral à terra, à natureza e a tudo o que sensibiliza e enobrece.Constituído por vários corpos edificados ao longo de sucessivas épocas, é um dos mais importantes exemplares portugueses de arquitectura realenga e por isso classificado de Monumento Nacional.Sintra é um lugar para se sentir. Não basta falar dele, contar a sua História ou descrever a sua paisagem. É um lugar com espírito, um lugar que nos fala por dentro. O mistério que envolve a sua Serra, ou Monte da Lua; a densidade cromática da paisagem que nos surpreende, como se fosse uma grande tela colectiva; o mar inspirativo e sonhador; as suas lendas e tradições ancestrais; o seu povo peculiar, cuja hospitalidade e simpatia é reconhecida; enfim, tudo isto e muito mais onde as palavras não chegam, faz de Sintra o Glorioso Eden que Byron tão bem soube cantar.

Azenhas do Mar
Localizada a 14 km do Centro Histórico, na costa sintrense. As Azenhas do Mar, uma aldeia com uma falésia pitoresca, é um dos locais mais apreciados do litoral sintrense. Quadro deslumbrante, com o seu belo casario descendo pelas arribas em cascata, o pitoresco do vale em que está situada e o mar a seus pés desenhando piscinas naturais recortadas na rocha.
Um dos seus principais pontos de interesse são as piscinas escavadas na rocha. Outros miradouros de interesse: Miradouro da Vigia, Cruz Alta e Ferraria.


Praia de Magoito
Praia situada na foz da Ribeira da Mata. Próxima da localidade do Magoito, a noroeste de Sintra. Tem bons acessos
Junto à rampa de acesso da praia existe uma duna fóssil (classificada como geomonumento).
Localização: N38.864823504,W9.448864459

Praia da Vigia
Praia situada a sul de São Julião, próximo da localidade de Assafora, belíssima praia de areia dourada com arribas escarpadas de difícil acesso. O areal estende-se ao longo de 2 km e na maré baixa tem ligação com a praia de São Julião
Praia não vigiada e não possui qualquer tipo de equipamento de apoio.
Localização: N38.919928710,W9.424488544

Praia da Aguda
Praia pequena com generoso aparato de arribas, situada perto da localidade de Fontanelas, a noroeste de Sintra.
No topo da arriba existe um miradouro, de onde se observa a beleza do litoral.
Tem uma escadaria de acesso.
Praia não vigiada e não possui qualquer tipo de equipamento de apoio.
Localização: N38.850136046,W9.455392956

Praia da Ursa
Praia com um enorme rochedo a lembrar a forma do urso, a norte do Cabo da Roca (ponto mais ocidental do continente europeu).
Lugar de impressionante beleza.
Praia não vigiada e não possui qualquer tipo de equipamento de apoio.

Praia da Samarra

Praia de pequena dimensão situada na localidade da Assafora. Nesta praia existe um moinho de maré de propriedade privada (recentemente remodelado).
É um nicho ecológico pela flora e fauna existentes.
Praia não vigiada e não possui qualquer tipo de equipamento de apoio.
Localização: N38.895442,W9.433072

Azenhas do Mar
Situa-se num vale, onde as casas estão construídas na encosta sul. O Miradouro das Azenhas do Mar está construído sobre as arribas. Com Piscina Oceânica à beira-mar.
É um local muito frequentado tanto no Verão como no Inverno, pela grandiosidade da vista que proporciona.
Localização: N38.840330187,W9.461765885.



Gastronomia
Para um povo com um passado histórico tão rico como é o caso dos saloios sintrenses, os aspectos gastronómicos adquirem um forte valor tradicional que importa preservar e fomentar. Variada e abundante, a culinária da região é capaz de fazer crescer água na boca a qualquer comensal.

Dos pratos de carne, saliente-se o Leitão dos Negrais, a Carne de Porco às Mercês, o Cabrito e a Vitela Assada. O litoral da região de Sintra, por se conservar despoluído, e abundante em peixe fino, mariscos e moluscos. Assim, é possível comer-se um apetitoso robalo ou sargo, deleitar-se com um polvo, ou saborear mexilhões e percebes.

Na doçaria o destaque vai, inevitavelmente, para as Queijadas de Sintra, doce ancestral que vem, pelo menos, da Idade Média. Todavia, outros há que merecem ser provados.

Os Travesseiros, os Pastéis da Pena, as Nozes de Galamares, os Fofos de Belas, a par de um conjunto de compotas tradicionais fabricadas segundo métodos muito antigos.

A acompanhar qualquer refeição, indispensável é o Vinho de Colares, sobretudo a sua famosa casta Ramisco, um dos primeiros da carta de vinhos de Portugal.



Fontes: CM Sintra • www.cm-sintra.pt