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Bragança, está mais perto de si!

Bragança é um municipio transmontano, ainda não muito explorado pelo turismo que oferece paisagens selvagens e de rara beleza, cidades, vilas e aldeias cheias de interesse histórico, uma gastronomia regional rica e um estilo de vida ainda marcado pelas tradições.

 

 

 

PATRIMÓNIO

Bragança conserva um património ímpar num centro histórico compacto, que facilmente se percorre a pé. As suas pedras gastas são testemunhas de uma História atribulada, que remonta à Idade do Bronze, conta com a presença de romanos, suevos e visigodos, prosseguindo com combates que ajudaram a estabelecer as linhas de fronteira e a importância estratégica do burgo.

A Torre de Menagem quatrocentista destaca-se num dos mais harmoniosos e bem preservados castelos do país, que abriga um conjunto monumental digno de nota pela sua originalidade. É o caso da enigmática Domus Municipalis, edifício que se acredita ter acumulado as funções de cisterna com a de local de reunião dos “homens bons” do concelho. A seu lado ergue-se a elegante Igreja de Santa Maria, cuja frontaria barroca, de tipo retabular, traduz no granito a talha dourada dos altares. Formando uma união singular entre épocas bem distintas, o pelourinho medieval está incrustado num berrão, estátua zoomórfica com origem em povos castrejos da proto-história.

Para lá das muralhas, as ruas empedradas guiam o viajante por um rosário de templos, em que se destacam o Convento de S. Francisco, as igrejas de S. Vicente e da Misericórdia, e a Sé, com um claustro renascentista e sacristia merecedores de visita atenta. O mesmo percurso está recheado de magníficos solares, edificados entre os séculos XVI e XVII, que hoje albergam instituições públicas.

Mas os tesouros monumentais não se limitam ao coração da cidade. Nas redondezas encontram-se joias como o Mosteiro de Castro de Avelãs, cuja cabeceira de planta circular revestida a tijolo é exemplar único em Portugal do estilo românico-mudéjar, ou a majestosa Igreja de Santo Cristo do Outeiro, com um esplêndido interior em talha barroca e assinalável pintura sacra.

Igualmente importante é o património cultural preservado nas aldeias do concelho, onde perduram tradições ancestrais, numa ruralidade tranquila feita de hábitos comunitários. É assim em Montesinho, aldeia aprazível de casas de pedra aninhadas num vale frondoso, em Rio de Onor, invulgar povoação pousada sobre a fronteira, e em todos os lugares onde há sempre a porta aberta de um sorriso para o receber.

 

 

 

CULTURA E TRADIÇÕES

Em Bragança, os caminhos para o futuro assentam em tradições com origens milenares. Nesta cidade dinâmica, com uma eclética oferta cultural, a arquitetura contemporânea convive com desfiles de caretos (mascarados que evocam rituais de iniciação) e os museus expõem tanto a herança etnográfica da região como as últimas criações de artistas consagrados.

Dominando a urbe, o castelo alberga o Museu Militar, com um acervo de grande valor histórico que inclui peças de armamento ligeiro do século XII até à Primeira Guerra mundial. Ainda dentro da cidadela, encontra-se o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, uma introdução ao universo mágico das festividades fronteiriças - as animadas Festas dos Rapazes -, realizadas em muitas aldeias do nordeste transmontano entre os meses de dezembro e fevereiro.

No Museu do Abade de Baçal conservam-se objetos de uso tradicional, bem como importantes coleções de arqueologia, ourivesaria e arte sacra. Por seu lado, no Centro de Fotografia Georges Dussaud pode admirar-se a alma transmontana, preservada em imagens de rara sensibilidade.

O emblemático Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, projetado pelo arquiteto Souto de Moura, recebe obras e instalações de artistas de renome, nacionais e estrangeiros, além dos trabalhos que refletem as vivências telúricas da pintora nascida em Trás-os-Montes.

Ainda no centro histórico há a salientar a Biblioteca Adriano Moreira, as salas de exposições do Centro Cultural Municipal e o Conservatório de Música e de Dança.
Junto ao rio Fervença, o pólo principal do Centro Ciência Viva é um edifício inovador, com soluções de arquitetura bioclimática, obra da italiana Giulia de Appolonia. A adjacente Casa da Seda, memória de uma importante indústria regional, está instalada num antigo moinho de água onde são feitas palestras de divulgação científica.

Integrado na rede nacional de teatros, o Teatro Municipal, desenhado por Filipe Oliveira Dias, orgulha-se da sua programação de excelência – a palavra-chave para definir a vida cultural da cidade.

 

 

 

NATUREZA

Poucos territórios possuem biodiversidade tão rica como o Parque Natural de Montesinho, situado às portas de Bragança. Com oitenta por cento dos mamíferos que ocorrem em Portugal, só aqui se poderá deparar com um grupo de veados junto à estrada, avistar um corço a alimentar-se num carvalhal, descobrir sinais da presença de javalis num prado ou escutar o uivo de um lobo, numa noite límpida.

Nos céus, a águia-real, a cegonha-negra ou o picanço-de-dorso-vermelho fazem companhia a cento e sessenta espécies de aves, muitas delas igualmente raras, transformando a região num paraíso para ornitólogos.

O fabuloso mosaico de paisagens, composto por montes arredondados, os vales encaixados dos rios Sabor, Maçãs e Baceiro, searas, lameiros, soutos extensos, bosques de azinheiras e a maior mancha de carvalho-negral da Europa, é percorrido por inúmeros trilhos assinalados que permitem agradáveis passeios a pé ou a prática de BTT em cenários de arrebatadora beleza.

Unindo aldeias, embrenhando-se em densos arvoredos ou seguindo o traçado de cursos de água, há veredas calcorreadas há muitos séculos, como o itinerário romano de Antonino e os Caminhos de Santiago – um dos troços da Via da Prata passa por aqui, numa rota que prossegue em direção a Ourense. Bem mais recente, é a Estação de Biodiversidade de Carrazedo, na Serra da Nogueira, um aprazível percurso pedestre com indicação das plantas e animais que aí podem ser observados, entre eles algumas espécies de borboletas exclusivas de Trás-os-Montes.

À variedade geográfica e climática, que permite o convívio invulgar de exemplares tanto da flora mediterrânica como de ambientes mais frios, soma-se a existência de serpentinitos, rochas ultrabásicas onde florescem preciosidades botânicas endémicas dos solos transmontanos. Do ponto de vista geológico destacam-se também as rochas presentes no maciço de Bragança, as mais antigas do país, com cerca de mil milhões de anos.

Acrescente-se ainda a abundância de cogumelos, os mares de papoilas primaveris, a quietude matinal depois de um nevão ou a sombra dos freixos numa tarde de calor. Um Reino Maravilhoso, em qualquer estação do ano.

 

 

 

GASTRONOMIA

A gastronomia de Bragança destaca-se pela qualidade dos seus produtos, com sabores e aromas que parecem exalar das paisagens de onde provêm. A confeção simples é orientada por mãos sábias, que conhecem bem a origem dos ingredientes, muitas vezes trazidos diretamente da horta para a cozinha.

A suculenta posta de vitela mirandesa - gado que pasta nos lameiros verdejantes -não precisa mais do que uma pitada de sal e brasas no ponto certo para ser servida. Tal como as costeletas de cordeiro e o cabrito de Montesinho, de rebanhos alimentados com ervas dos montes. Os pratos de caça confecionam-se nos tradicionais potes, aquecidos no fogo sempre aceso, de onde saem aromáticos estufados e opulentos arrozes que trazem à memória paladares antigos.

Nos ribeiros de águas frias pescam-se as trutas, sempre saborosas, sejam preparadas em escabeche ou assadas na grelha, que requerem como único tempero o excelente azeite da região.

Na mesa transmontana nunca faltam os enchidos, elaborados com conhecimentos ancestrais. À lareira curam-se alheiras, chouriças, salpicões, presuntos, chouriços de mel, e também o típico butelo que, acompanhado pelas casulas (cascas de feijão secas), é protagonista do festival gastronómico realizado na cidade em meados de fevereiro.

No outono, dos bosques e dos extensos soutos da região chegam os cogumelos e as castanhas, que marcam presença nas ementas em preparações cada vez mais inovadoras, tanto a acompanhar pratos de carne como em tentadoras sobremesas.

É indispensável também provar o mel de castanheiro, o mais característico do concelho de Bragança, tal como os méis de urze ou de rosmaninho, que permanecerão como doces recordações de uma estadia memorável.

 

Fotos e Informações: www.cm-braganca.pt
Facebook: www.facebook.com/municipiobraganca

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