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MAFRA, uma onda de cultura e lazer!

Esta localidade nos arredores de Lisboa, na chamada Região "saloia", que abastecia a capital de produtos hortícolas, é conhecida pelo imponente Palácio-convento, o maior edifício português, construído no séc. XVIII por ordem de D. João V.

 

 

 

PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA

O Real Convento de Mafra, mais tarde batizado de Palácio Nacional de Mafra, é uma imponente obra do reinado de D. João V e o mais importante símbolo da arquitetura Barroca em Portugal.
Localizado em pleno coração da vila de Mafra – na praça homónima ao rei que o mandou construir –, é o único Monumento Nacional que integra um Paço Real, uma Basílica e um Convento.

São mais de 40.000 m2 e 1200 divisões de que fazem parte espaços e instrumentos únicos no mundo. É o caso da Biblioteca, que guarda todo o conhecimento de um acervo com mais de 36 mil volumes; do conjunto sineiro constituído por dois carrilhões com um total de 98 sinos; e dos seis históricos órgãos que voltaram a ecoar pela Basílica em 2010.

Para além destas singulares características, o Palácio-Convento de Mafra acumulou diversas distinções ao longo dos anos. Classificado como Monumento Nacional em 1910, foi finalista da eleição das Sete Maravilhas de Portugal em 2007 e é candidato a Património Mundial da UNESCO.

 

 

 

TAPADA NACIONAL DE MAFRA

Criada no reinado de D. João V, após a construção do Convento de Mafra, como parque de lazer para o Rei e a sua corte, a Tapada Nacional de Mafra é uma representativa envolvente florestal e natural desenhada junto ao principal monumento da vila.

Possui 819 hectares integralmente protegidos por um muro histórico com 21 quilómetros, num espaço ocupado quase na totalidade por um manto verde onde coabitam em liberdade populações de animais selvagens. Além disso, há uma grande variedade de flora no perímetro da Tapada.

A flora da Tapada de Mafra, que se modificou ao longo dos tempos, contempla espécies como o sobreiro, o pinheiro-manso e diferentes variedades de carvalhos, para além de muitos tipos de arbustos. Pelo menos três exemplares foram classificados como Árvores de Interesse Público: um castanheiro-da-índia; uma olaia com aproximadamente 120 anos; e um sobreiro com cerca de 300 anos.

Quanto à fauna, as aves são dos grupos mais representativos da Tapada Nacional de Mafra. Podemos encontrar exemplares de águia-de-bonelli, bufo-real, açor e águia-cobreira, para além de espécies de porte mais pequeno. Nas áreas junto às ribeiras, encontramos salamandras, rãs, cágados e várias espécies de cobras. Quanto a mamíferos existem, entre outros, gamos, veados, javalis, texugos e raposas.

 

 

 

JARDIM DO CERCO

É o jardim Barroco por excelência e local de paragem obrigatória para quem visita Mafra.
O Jardim do Cerco é uma obra iluminada, mantida com detalhe e minúcia para a população e visitantes. Espelhos de água, caminhos largos, árvores frondosas e uma nora centenária ainda em funcionamento são alguns dos atrativos deste jardim inspirado em Versalhes.

Este local é a transição perfeita entre a vastidão murada da Tapada Real e a monumentalidade do Palácio Nacional de Mafra, que se ergue num dos seus flancos.

O bosque e os jardins estendem-se por oito hectares, com ofertas de recantos, sombras, cascatas ou até mesmo uma horta peculiar: a Horta dos Frades, onde estão à vista as plantas utilizadas nos produtos medicinais (farmácia), aquando da sua construção, ordenada por D. João V.

No Jardim do Cerco existe um espaço denominado Horto das Aromáticas, que apresenta cerca de 39 espécies de plantas com utilização para fins medicinais e condimentares. Para saber mais, consulte a ficha respetiva de cada planta.

 

 

 

ALDEIA-MUSEU JOSÉ FRANCO

​Aldeia-Museu José Franco, Aldeia Típica de José Franco, Aldeia Típica do Sobreiro ou simplesmente Aldeia Saloia. Qualquer uma destas designações aponta a bússola para a pequena localidade do Sobreiro, entre a Ericeira e Mafra, onde se situa uma das mais reconhecidas aldeias musealizadas do país.

A história da pequena aldeia remonta ao nascimento do oleiro José Franco, em 1920. O seu pai era sapateiro e a mãe, vendedeira de loiça, fazendo a venda de barros de porta em porta, bem como por muitas feiras e mercados estremenhos. Visto que o Sobreiro era um importante centro oleiro, desde cedo José Franco conviveu com o ofício e, ainda criança, ao deixar a escola primária, aprendeu o ofício com dois mestres oleiros locais, antes de trabalhar por conta própria, aos 17 anos de idade. Nessa época, reabilitou a olaria que tinha pertencido ao avô, há muito desativada.

Em início dos anos 60, José Franco deu asas a um sonho, de recriar uma aldeia de caráter etnográfico, onde as suas memórias de infância se cristalizassem, testemunho do modo de viver das gentes locais, em homenagem à sua terra. A sua aldeia teria dois componentes: seria uma réplica das antigas oficinas e lojas, dos espaços vividos, decorados e apetrechados por objetos reais, onde se reproduziam os costumes e atividades laborais intrínsecas à sua infância e à vida camponesa da região de Mafra; em simultâneo, a aldeia compreendia uma área lúdica, dedicada às crianças, repleta de miniaturas de casas e habitantes que retratavam as atividades exercidas à época: trabalhos no campo, carpintarias, moinhos de vento, capelas, mercearias, escolas, adegas, camponeses e até uma reprodução da vila piscatória da Ericeira e dos ofícios ligados ao mar. Em anos posteriores, a Aldeia-Museu foi beneficiada pela construção de uma terceira área, murada como um castelo, com um parque-infantil, incorporando alguns engenhos agrícolas, que as crianças podiam movimentar livremente.

Hoje, o pequeno mundo moldado pelas mãos de José Franco (falecido em 2009) é visitado anualmente por milhares de pessoas. E, para além da exposição das figuras, no museu que lhe foi dedicado, os visitantes encontram réplicas à escala humana de muralhas de castelos, moinhos de vento, um parque infantil, uma pequena adega onde podem provar o vinho da região ou ainda a padaria, onde podem comprar o afamado pão com chouriço, entre outros. Na Aldeia de José Franco cabe a dedicação de uma vida à nobre atividade tradicional da olaria, expondo ainda a rica cultura artesanal do Concelho de Mafra.

 

 

 

RESERVA MUNDIAL DE SURF

A Ericeira tornou-se Reserva Mundial de Surf a 14 de outubro de 2011, após consagração pela organização internacional Save the Waves Coalition. Foi apenas a 2.ª Reserva distinguida a nível global, permanecendo a única da Europa até hoje.

Os critérios que conduziram ao seu reconhecimento oficial foram a qualidade e a consistência das ondas, a importante história e cultura de surf local, a riqueza e sensibilidade ambiental da área e, ainda, a forte mobilização da comunidade.

A Reserva Mundial de Surf da Ericeira integra-se no Concelho de Mafra, estendendo-se entre as praias da Empa e de São Lourenço, numa faixa costeira que concentra sete ondas de classe mundial num espaço de apenas 4 Km: Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço.

Outras Ondas

Além das sete maravilhas aquáticas que formam a Reserva Mundial de Surf da Ericeira, existem muitas outras ondas de qualidade por experimentar nos 11 quilómetros de costa e 13 praias do Concelho de Mafra. Como boa parte da magia do surf e restantes desportos de ondas reside na descoberta, neste guia de surf damos as coordenadas para cinco outros spots que fazem as delícias de quem tem o mar como segunda casa e a prancha por companhia fiel.

 

 

 

AS 13 PRAIAS

​O Concelho de Mafra soma 11 quilómetros de costa e 13 praias, a sua maioria localizadas na pitoresca vila piscatória da Ericeira. De mar batido, ar bastante iodado, areia grossa e clara, quase todas elas surgem enquadradas por bonitas arribas rochosas.

De norte para sul: Porto Barril, Calada, São Lourenço, Coxos, Ribeira d’Ilhas, Empa, Matadouro, São Sebastião, Algodio, Pescadores, Sul, Foz do Lizandro e São Julião. Venha conhecê-las uma a uma e deixe-se seduzir pela diversidade de paisagens e ambientes.

Aqui vai encontrar excelentes condições para descansar ao sol e também para se dedicar a umas férias ativas, da pesca desportiva ao parapente. Mas são as ondas que trazem maior reconhecimento internacional a esta faixa costeira: em 2011 foi mesmo criada a Reserva Mundial de Surf da Ericeira – a primeira da Europa e a segunda do mundo –, que conta com sete ondas de classe mundial. E pelas várias praias do Concelho descobrirá ondas adequadas a todos os gostos e níveis técnicos, quer pratique surf, bodyboard, stand up paddle ou outros desportos de prancha.

 

 

 

PÃO DE MAFRA E GASTRONOMIA

​Da paisagem rural do Concelho de Mafra fazem parte dezenas de moinhos de vento que ilustram o pão como base da alimentação das populações num passado ainda recente. Eles são a prova da vitalidade de uma indústria que não se perdeu, tendo-se apenas renovado e modernizado.

O Pão de Mafra é um dos tesouros desse mundo rural português, reconhecido pelo seu sabor adocicado, miolo macio e crosta pouco rija.

Desde 2012 que o Pão de Mafra é uma marca registada. O principal objetivo da certificação do produto foi desde logo o combate às falsificações, que sempre foram um problema para os produtores.

Quanto à receita, pode-se apenas divulgar que se trata de um pão com elevada percentagem de água, composto por farinha de trigo tipo 80, farinha de centeio tipo 70, sal e levedura.

Barril, Carvalhal e Encarnação são as localidades onde esta atividade tem mais relevância, produzindo pão para todo o país.

Para promover a marca Pão de Mafra, a Câmara Municipal organiza anualmente o Festival do Pão, no Jardim do Cerco.

Fruto da vocação para a pecuária e pesca, o Concelho de Mafra oferece pratos singulares, tendo como ingredientes principais as carnes comercializadas na feira da Malveira, mas também o marisco e o peixe fresco da costa marítima da Ericeira.

A acompanhar, o famoso "Pão de Mafra", os queijos saloios frescos e curados, os morangos do Sobral da Abelheira, a pêra rocha e o vinho da região.

 




ALOJAMENTO & RESTAURAÇÃO

 

 


 

Créditos, Fotos e Informações: cm-mafra.pt
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