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Montalegre, Uma ideia da Natureza

Em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, esta região oferece deslumbrantes paisagens, em que a Natureza ainda conserva todo o seu encanto.

A vila de Montalegre é dominada pelo castelo construído no séc. XIII sobre restos de uma fortificação mais antiga, o que demonstra a importância deste local como ponto estratégico de defesa do território.

Nas redondezas, junto à típica aldeia comunitária de Pitões das Júnias, o pequeno e curioso Mosteiro de Santa Maria das Júnias, hoje em ruínas pertenceu à Ordem de Cister (sécs. XIII-XIV).

Sob o ponto de vista gastronómico, Montalegre é famosa pela produção de enchidos e presunto, sendo a Feira do Fumeiro que se realiza anualmente em Janeiro, a oportunidade ideal para adquirir estas iguarias.

 

 

MONTALEGRE, UMA IDEIA DA NATUREZA

O concelho de Montalegre, do distrito de Vila Real, localiza-se na Região Norte, Alto Trás-os-Montes, no vale do Cávado, entre as serras do Gerês, Barroso e Larouco, cerca de 100 km a nordeste do Porto. É limitado a sul pelo concelho de Cabeceiras de Basto (distrito de Braga), a sudoeste pelo de Vieira do Minho (distrito de Braga), a oeste pelo concelho de Terras de Bouro (distrito de Braga), a nascente pelos concelhos de Chaves e Boticas, e a norte pela província da Galiza (Espanha). Parte do Parque Nacional Peneda-Gerês está inserida neste concelho.

O concelho de Montalegre ocupa uma área de 805,8 km 2 , na qual se distribuem 35 freguesias: Cabril, Cambezes, Cervos, Chã, Contim, Covelães, Covelo do Gerês, Donões, Ferral, Fervidelas, Fiães do Rio, Gralhas, Meixedo, Meixide, Montalegre, Morgade, Mourilhe, Negrões, Outeiro, Padornelos, Padroso, Paradela, Pitões das Júnias, Pondras, Reigoso, Salto, Santo André, Serraquinhos, Sezelhe, Solveira, Tourém, Venda Nova, Viade, Vila de Ponte e Vilar de Perdizes.

O natural ou habitante de Montalegre denomina-se montalegrense.
Região muito pluviosa e com muitas nascentes, as suas águas dividem-se no planalto dando origem aos rios Cávado, Tâmega, Rabagão e a um grande número de ribeiros que atravessam esta região montanhosa e dão vigor aos prados naturais.

História e Monumentos
Do seu importante património arquitetónico destaca-se o Castelo de Montalegre, uma das principais referências arquitetónicas do concelho, fundado no século XIII e reedificado em 1331; o Mosteiro de Pitões; a Ponte da Misarela; a Igreja Românica de S. Vicente; a Casa do Cerrado em Montalegre; o Paço de Vilar de Perdizes; a Torre do Boi de Travassos; a Igreja de Paredes; o Castro de Pedrário; a Casa do Navegador Cabrilho e os Monumentos Funerários Cista-Vila da Ponte.

Também sugerimos a visita ao Ecomuseu do Barroso, onde pode ficar a conhecer um pouco mais os costumes e tradições desta vila transmontana.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Realizam-se algumas festas como o Senhor da Piedade (primeiro fim de semana de agosto), em Montalegre; Senhora do Pranto (15 de agosto), em Salto e a Senhora da Saúde (segundo domingo de junho), em Vilar de Perdizes.

Também se realizam algumas feiras como a Feira do Fumeiro de Barroso (segundo fim de semana de janeiro), Feira do Prémio do Gado (segunda quinta-feira de agosto) e a Feira dos Santos (em outubro), em Montalegre.
O feriado municipal é a 9 de junho.

Outros eventos a considerar são o congresso de medicina popular (em setembro), em Vilar de Perdizes; os jogos populares (em maio), no Barracão; a matança do porco (dezembro e janeiro) a serrada da velha em Tourém e Vilar de Perdizes e as mediáticas Sexta-feira 13 (Noite das Bruxas), um dos maiores espetáculos culturais, que seduzem cada vez mais visitantes.

O artesanato está muito ligado à região de Barroso, vivendo ainda no concelho alguns artesãos. Destacam-se as típicas capuchas, as típicas croças (capas de junco) e as capas de burel.

Economia
A agricultura é uma atividade importante neste concelho, que gradualmente vai deixando de ser de subsistência, modernizando-se as suas explorações ao mesmo tempo que se investe na promoção e valorização de produtos tradicionais regionais.
A existência de águas abundantes favorece as pastagens, que muitas vezes ocupam socalcos, onde se cria uma raça bovina particular (barrosã). A pecuária e a criação de porcos são também atividades importantes.
A criação de parques industriais foi outro aspeto relevante na economia do concelho. O Parque Industrial da Vila de Montalegre e o Parque Industrial de Salto são duas importantes referências.
No entanto, o turismo é considerada a atividade económica com maior possibilidade de desenvolvimento neste concelho, devido aos recursos naturais existentes, assim como ao seu património cultural.
Existem outros domínios onde o desenvolvimento é possível com inerentes vantagens para as populações: as rochas, as energias renováveis e as produções agroflorestais.

Fonte: Montalegre in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-10-09 18:37:41]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/84044

 

 

A não perder...

 

 

PITÕES DAS JUNIAS

Pitões das Junias é uma aldeia de montanha muito alta (+ 1.200 m.). Está localizada nas montanhas do P.N. de Peneda-Gerês PN no norte de Portugal, na fronteira com a Espanha.
Toda a região é ideal para caminhadas e excursões de montanha, trilhas, ciclismo, etc.

Nos passeios pelos arredores da aldeia, além de desfrutar de excelentes vistas panorâmicas sobre as montanhas em qualquer época do ano, encontramos vestígios significativos da vida urbana típica (casas, fornos, pontes, fontes, etc), e também de valor histórico e arqueológico ao cruzar a fronteira com a Espanha, perto do reservatório de Maos de Salas (Casola do Foxo).

Também avistamos vários rebanhos de cavalos selvagens, vacas, cabras nativas e ovelhas pastando nos prados e montanhas de Pitões e das aldeias vizinhas, protegidas de ataques de lobos por cães de raça mastim de Castro Laboreiro, à vista das águias empoleiradas nos postes.. muito agradável de ver essa paisagem natural!.

A área foi declarada Reserva da Biosfera da UNESCO.

Foto: Adilson Faltz

 

 

 

MOSTEIRO DE SANTA MARIA DAS JÚNIAS

O Mosteiro de Santa Maria das Júnias, trata-se de um monumento com um significado histórico regional de excecional valor científico e patrimonial.
Implantado num magnífico vale, onde o planalto da Mourela e a Serra do Gerês se encontram, presume-se que este mosteiro tenha sido fundado no final do século IX por treze monges.

Destinava-se a albergar frades beneditinos, tendo sido durante o século XII entregue à Ordem de Cister, e, após a extinção das ordens religiosas em Portugal, no ano de 1834, o convento foi abandonado e, alguns anos depois, deflagrou um incêndio que apenas deixou a igreja em pé.

A igreja, de nave única e cobertura de madeira, conserva ainda um interessante portal lateral românico, e um retábulo seiscentista, na capela-mor. Recentemente a organização do Parque Nacional da Peneda-Gerês promoveu uma intervenção arqueológica no claustro e na cozinha conventuais.
Anualmente, a 15 de agosto, há uma romaria a que acorrem os habitantes de Pitões das Júnias e das povoações vizinhas.

Fonte: https://www.abrigosdepitoes.com/geral/a-regiao/mosteiro-de-santa-maria-das-junias

 

 

 

CASTELO DE MONTALEGRE

Situado na Freguesia, Vila e Concelho de Montalegre, no distrito de Vila Real, em Portugal, no topo de um monte granítico, encontra-se o Castelo de Montalegre que, junto com o Castelo de Portelo e o Castelo da Piconha, integrava o conjunto defensivo das Terras do Barroso, bem próximo da fronteira com Espanha.

Neste local existiu um castro pré-histórico que, conforme pode ser comprovado pelas diversas lápides e moedas encontradas no local, foi sucessivamente ocupado pelos romanos, passando depois a ser ocupado pelos suevos e mais tarde pelos visigodos. Durante o século VIII, durante o período da Reconquista Cristã da Península Ibérica, estas terras foram constantemente atacadas pelos muçulmanos. Depois, e até à independência do Condado Portucalense, que deu origem ao Reino de Portugal, as terras de Montalegre integraram os domínios da Gallaeciense Regnum. Desde a independência de Portugal e até aos nossos dias, estas terras nunca mais deixariam de pertencer ao domínio de Portugal.

D. Dinis mandou reconstruí-lo e depois, com D. Afonso IV, foi erigida a torre de menagem, que mantém-se até hoje. Tem cerca de 21 metros de altura e possui uma cisterna revestida a cantaria.

Fonte: http://www.historiadeportugal.info/castelo-de-montalegre/

 

 

 

7 LAGOAS DO CABRIL

Perto de Cabril, no Parque Nacional da Peneda – Gêres encontra uma das mais fantásticas cascatas que origina uma cadeia de lagoas, a Cascata das 7 Lagoas. Estão situadas ao longo do rio que nasce na serra e atravessa Cabril. São dotadas de uma incrível paisagem envolvente que contrasta com a água pura, límpida e cristalina. É um local de perfeita comunhão com a natureza e existindo ainda uma diversidade de lagoas para todos os gostos.

Para os amantes de adrenalina existe a possibilidade de saltar a 10 metros de altitude. Para os mais aventureiros existe uma com um pequeno escorrega natural que lhe permite ter momentos de pura diversão. Conta com umas mais compridas e outras mais fundas o que lhe permite nadar. Ao percorrer todas as lagoas pode ver como todas elas encaixam num vale criado pela natureza que torna todo o cenário digno de ser aproveitado.

Todo o percurso até lá é de difícil acesso. Se optar por o fazer a caminhar tem de enfrentar um caminhada de 12 quilómetros (ida e volta) sem sombras ao longo de todo o percurso e ainda algumas subidas e descidas. Se optar por ir de carro opte por todo o terreno pois o caminho tem imensas pedras, buracos e tenha em atenção que não passam dois carros simultaneamente.

Fonte: http://praiafluvial.net/cascata-das-7-lagoas/

Minas dos Carris
Situadas na Serra do Gerês em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês em território pertencente à Freguesia de Cabril. As Minas dos Carris encontram-se a uma altitude aproximada de 1508  metros e o complexo mineiro é composto actualmente por uma série de ruínas nas quais é possível se rever a história da exploração do volfrâmio em Portugal por antepassados nossos . Por se localizarem numa zona protegida, a sua visita requer sempre um especial cuidado com o frágil ambiente envolvente. O acesso tem de ser feito obrigatoriamente a pé e necessita de um cuidado prévio especial a nível de preparação.

Fonte: http://www.jf-cabril.pt/locais-de-interesse.php?pg=134

 

 

 

CASCATA DE PINCÃES

A Cascata de Pincães fica a cerca de 1200 metros de Pincães (próximo de Fafião). Caminho aberto, sem problemas, fácil de fazer.
Passa-se pelos caneiros de rega com origem no lago que a cascata forma.
A cascata é imponente e o local é ideal para tomar banho. É aconselhável levar alguma coragem para aguentar aquela água fria.

Foto: Maravilhas do Gerês
Fonte
: http://historiasdolobobom.blogspot.pt/2017/06/cascata-de-pincaes.html

 

 

 

O FOJO DOS LOBOS

O Fojo dos Lobos  é sem dúvida um marco histórico de elevada importância existente na aldeia de Fafião. É considerado um dos mais preservados da Península Ibérica e retrata muito bem a luta intensa existente à décadas / séculos atrás mantida entre o homem e lobo.

Foto: Olimpia Mairros
Fonte
: http://www.jf-cabril.pt/fafiao.php?pg=146

 

 

 

PONTE DA MISARELA

A Ponte da Misarela, muitas vezes confundida com “ponte de mizarela” ou "ponte do diabo", fica localizada sobre o Rio Rabagão, a cerca de um quilómetro da sua foz no rio Cávado, na freguesia de Ferral, concelho de Montalegre distrito de Vila Real. Implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, assente sobre os penedos e com alguma altitude em relação ao leito do rio, é sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão. A descida até à ponte é feita a pé, uma vez que a estrada é estreita e rochosa impossibilitando qualquer meio de transporte motorizado. Pelo caminho, um miradouro de onde é possível observar parte do rio, e a ponte, ao longe. Em dias de sol, a paisagem é deslumbrante e o silencio reconfortante. Erguida na Idade Média e construída no início do século XIX, encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde de 30 de Novembro de 1993.

Fonte: http://www.diariodoviajante.pt/ponte-da-misarela/

 

 

 

PRODUTOS REGIONAIS E GASTRONOMIA

Há mais de dois mil anos que no nosso território os enchidos são reis. Ao fim de tanto tempo, nos locais onde a tradição foi mantida, a sua fabricação é hoje arte.
Os fumados estão profundamente ligados à agricultura e à pecuária do nosso país. São ainda hoje feitos artesanalmente, com carnes de excelente qualidade, temperos criteriosos e através de um lento processo de maturação, o que enriquece os aromas finais.

Matéria-prima seleccionada  com um processo lento de maturação, com temperos naturais - sem aditivos - e fazendo a fumagem com lenha dos carvalhos seculares do Barroso; confere aos produtos o cheiro e o paladar que os caracteriza e os torna simplesmente diferentes.

De igual fama e qualidade é o Presunto de Barroso, produzido da mesma matéria prima de excelência e sublimemente temperado pelo clima único das nossas terras.

Considerada a "Meca" dos apreciadores destas iguarias, a Feira do Fumeiro e Presunto do Barroso atrai anualmente, no final de Janeiro, milhares de visitantes que adquirem, neste certame, toneladas de produto diretamente às dezenas de produtores artesanais aí presentes.

A carne do Cabrito do Barroso é bastante famosa na região, sendo tradicionalmente assada em forno de lenha e tomando papel principal nas várias festas religiosas da região. Tradicional é também o hábito de utilizar o cabrito como prato principal, sempre que há convidados especiais, sobretudo na altura da Páscoa. Estes cabritos eram utilizados como presente de honra para obsequiar as entidades importantes como o médico, o padre ou as autoridades civis e militares.

O nosso Queijo, nasce sob o baptismo do rio Cavado, ligando a sua nascente (Larouco) com a sua foz (Esposende). Um queijo suave de vaca curado, com uma pasta semi-amanteigada, de aspecto r ústico, a relembrar as nossas origens. No fim de boca, um ligeiro travo a sal que invoca o aroma marinho. Um paladar único, que nos transporta entre a Serra ao Mar.

O Mel de Barroso é produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Ibérica), nas regiões de cota mais elevada do Barroso. As suas características particulares resultam de um extraordinário manto vegetal, composto maioritariamente de urzes (Erica sp.), que além de proporcionarem um bom desenvolvimento das colónias das abelhas, originam o fabrico de um mel escuro muito apreciado.

A procura deste tipo de Mel é bastante elevada, pois tem inúmeras utilizações, nomeadamente na culinária regional e na acção terapêutica, já que contém uma infinidade de substâncias benéficas para o organismo humano (vitaminas, aminoácidos, proteínas, etc), revelando-se uma óptima fonte natural de saúde

Com o cunho dos prados verdes do Barroso, dos lameiros e pastos naturais, marcada pelo milho e pelo azevém semeados pelos produtores, esta raça nobre produz uma carne de excelência. Por este motivo, no sêc. XIX, muitas embarcações exportavam milhares de animais directamente para a Corte Inglesa. Ainda hoje é vulgar encontrar-se a designação de "portuguese beef" em restaurantes londrinos, tendo na Carne Barrosã a sua origem.

A "Carne Barrosã" tem uma cor rosada a vermelha escura, com gordura branca a branca suja, conforme se trate de vitela ou animal adulto.
A carne é deveras tenra, extremamente suculenta e muito saborosa.

O sabor, sensação complexa que se obtém pela combinação das características olfactivas e gustativas perceptíveis durante a mastigação, mantém-se com excelente nota e muito semelhante em todos os pesos de abate. Esta característica, tal como a suculência deve-se em grande medida ao "marmoreado da carne" estando por isso correlacionada com a repartição da gordura e a sua composição lipídica.

Na realidade, estas valências, textura, cor, suculência e flavor, dão à "Carne Barrosã" uma qualidade ímpar.

Produto de uma riqueza ancestral, a Castanha sobrevive à crise apesar da comercialização pedir outro arrojo. De elevadíssmo valor gastronómico, as castanhas podem ser usadas em inúmeras receitas, ou apreciadas simplesmentes assadas ou cozidas. Pelo outono, os castanheiros despertam e regalam os apreciadores com «o fruto dos frutos », palavras de Miguel Torga, escritor transmontano, tendo no São Martinho o pico do seu consumo, com os tradionais magustos.

A Batata é, ainda assim, o produto mais famoso de Montalegre porque é a melhor batata que há para consumo. Produziu-se batata de semente que era depois reproduzida com sucesso nas zonas mais quentes do país. Foram anos que quebraram décadas de pobreza extrema e até de criação de riqueza em Montalegre. A par desta produção fazia-se batata para consumo próprio. Realmente esta batata tem um aspecto e um paladar únicos. É tudo natural. É mesmo biológico, ainda que não certificada.

Fonte: CM Montalegre

 

Fotos e Informações: www.cm-montalegre.pt
Facebook: www.facebook.com/MunicipioMontalegre

 

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