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Arcos de Valdevez, onde Portugal se fez!

Arcos de Valdevez pode ser considerado uma pequena caixa de sedução, encravado no Vale do Vez, Arcos conserva todo o encanto característico do ALTO MINHO: paisagem verde, frescura abundante, arquitetura solarenga e um rio que espalha a vaidade de toda uma vila carregada de História.

A Terra de Valdevez e as suas gentes mergulham raízes no tempo longínquo. Franjeada pelo poético Lima, sulcada ao meio, e de ponta a ponta, pelo idílico Vez que lhe dá o nome, abeberada, em muitas direções por saltitantes e cristalinos ribeiros, caprichosamente moldada pela natureza, ora em montanhas de empinado recorte Soajo e Peneda e extasiantes miradouros, ora em preguiçosas encostas em que amadura o vinho e, sonolentas várzeas onde cresce o pão.

Por todo o Concelho abundam as seculares casas senhoriais, as torres e pontes medievais e uma história, os templos de todos os estilos, as romarias sem conta e de muita tradição e uma gastronomia sem rival.

A Terra de Valdevez é uma portentosa sinfonia de sol e de brisas, de luz e de cores, em que a nota dominante é o verde viçoso sem par.

 

CENTRO HISTÓRICO DA VILA DE ARCOS DE VALDEVEZ

Relógio de Água
O Relógio de Água está localizado no Largo da Lapa e é considerado um dos ex-libris do centro histórico de Arcos de Valdevez. A arquitetura aquática da fonte tem como elementos cénicos 48 jatos verticais, sendo que cada jato assinala a passagem de intervalos de 15 minutos, representando cada bloco 1hora. O caudal proveniente dos jatos escorre sobre planos inclinados e é recolhido no plano inferior, coberto com uma grelha metálica. A fonte funciona em circuito fechado, com um sistema de Iluminação totalmente automática; os números exteriores do relógio são iluminados com luz branca, com vários níveis de intensidade luminosa, obtendo assim diferentes tonalidades de cor.

Igreja da Lapa
O culto de Nossa Senhora da Lapa, de origem beirã, terá chegado à vila por volta de 1758, apresentando-se o templo concluído em 1767. A igreja caracteriza-se pela singularidade das soluções arquitectónicas que patenteia, nomeadamente pela planta centralizada, pela colocação da torre atrás da capela mor, e, sobretudo, por uma ampla e alta cúpula, criando uma solução inovadora e simples. O conjunto, atribuído a André Soares, é marcadamente barroco. O interior, com três elementos característicos de cuidada talha ao nível dos retábulos e grades, é um exemplo típico de estilo Rococó.

Capela de Nossa Senhora da Conceição
É o monumento mais antigo da Vila, na transição entre o românico e o gótico, provavelmente edificada ainda nos finais do século XIV, embora em 1410 o Abade de Sabadim, João Domingues, refira querer ser sepultado na igreja que construíra em Arcos. Esta pequena capela funerária apresenta-se singela na espacialidade e decoração, embora sejam de assinalar os elementos decorativos do arco da entrada principal (gótico), bem como os escassos vestígios das pinturas do arco triunfal, provavelmente do século XV/ XV. A instituição da Confraria de Nossa Senhora da Conceição em 1691 e a construção do altar em talha no século XVIII, marcam os últimos momentos evolutivos da capela que, posteriormente, é votada ao total abandono até às intervenções de reabilitação de 1961 e 68.

Pelourinho de Arcos de Valdevez
Em 1515 D. Manuel I concede foral à vila, facto que impulsiona a construção do pelourinho. Até 1700 esteve colocado no centro da Praça Municipal, altura em que é mudado para a beira rio, sendo posteriormente, em 1895, implantado num largo junto à fachada Sul da Matriz, regressando à sua localização original em 1998. Da autoria de João Lopes, trata-se de um exemplar singular, com um pilar torso e roca cónica, apresentando um fuste robusto enrolado por três colunelos, colmatado por um capitel em forma de taça, decorado com os escudos nacionais e esferas armilares. È um dos poucos exemplares que apresenta o nome do canteiro gravado.

Igreja Matriz de Arcos de Valdevez
A igreja foi edificada por mercê de D. Pedro II sobre os alicerces de um templo anterior, provavelmente medieval, entre 1690 e 1700. Caracterizam-na a sua particular riqueza interior, com exemplares notáveis de altares de talha e pinturas dos finais do século XVII e
segunda metade do XVIII. Em 1765 o Mestre bracarense André Soares edifica a capela do Calvário, situada do lado Sul, um elemento notável de sensibilidade, formando um conjunto artístico nitidamente de estilo Rococó.

Igreja do Espírito Santo
A Confraria do Espirito Santo, entidade responsável pela obra, estabeleceu-se na vila em 1549, iniciando a construção do templo em 1647, o qual se apresentava concluído em 1681. O edifício é um elemento de tradição maneirista, com um exterior remodelado no século XIX, segundo um modelo de sobriedade neoclássica. O interior é notável pelos exemplares de talha e pintura dos finais do século XVII e da centúria seguinte, destacando-se, de igual modo, os notáveis exemplares de púlpitos esculpidos, atribuídos ao artista arcuense Manuel Gomes, e baseados em planos originais do pintor Álvares Costa.

Igreja e Cruzeiro da Misericórdia
Em 1595 a Confraria da Misericórdia é fundada na vila, acontecimento que promove a edificação do primeiro templo, reconstruído totalmente em 1710. A igreja apresenta-se com uma planta de tipo longitudinal, com portal axial e frontal ricamente decorado, em estilo barroco, apesar de alguns elementos, como o púlpito e coro, serem já neoclássicos. O cruzeiro, localizado no largo anexo à fachada posterior, área do antigo cemitério, é um exemplar do século XVIII composto de dois degraus, base decorada e capitel com representações da vida de Cristo, rematado em cruz.

Ponte da Vila
A atual ponte que liga as duas margens da Vila de Arcos de Valdevez é uma construção do século XIX, iniciada em 1876 e finalizada em 1880, que substituiu integralmente um exemplar de origem medieval.
Desta primitiva construção não restaram elementos arquitectónicos, pelo que o conhecimento da sua estrutura original assenta numa escassa bibliografia e em algumas gravuras. A existência da ponte e sua associação com a feira local, de significativa dimensão e
importância no século XV, bem como uma importante rede viária de e para o exterior, estiveram na base do desenvolvimento histórico, económico e social da vila dos Arcos.

Cruzeiro do Senhor dos Milagres
Construído em 1831 por solicitação popular, este cruzeiro de cariz religioso e neoclassisista localiza-se junto ao tabuleiro Sul da ponte velha da Vila, ocupando uma área própria para a sua implantação. O pedestal em forma de paralelepípedo de faces almofadadas
em losango, apresenta gravações e estrias diversas, incluindo, de igual modo, uma peanha de reduzidas dimensões rematada numa forma piramidal. A imagem representativa de Cristo é de significativa decoração, surgindo expressiva e com proporções anatómicas de cuidada proporcionalidade.

Igreja Paroquial de S. Paio e Escadaria
Iniciada a sua construção em 1781, seria finalizada somente no século XIX. Compõem o imóvel o edifício da igreja, de planta composta, com uma nave única longitudinal, capela-mor rectangular, sacristia e outras dependências anexas a ambos os lados. A meio da fachada
desenvolve-se uma torre sineira, terminada num coruchéu, aparentemente num conjunto influenciado pela zona do Porto. O conjunto de azulejos que reveste o exterior é datado do século XIX, apresentando-se a principal antecedida por uma significativa escadaria.

 

FESTAS E ROMARIAS

Carnaval
O Entrudo é já uma tradição em Arcos de Valdevez, dado o espírito Carnavalesco que se vive e a animação que se faz sentir no concelho nestes dias, voltados, na íntegra, para a brincadeira, as máscaras e a traquinice. Ano após ano, o Carnaval em Arcos de Valdevez surpreende quer os arcuenses quer os visitantes, assumindo cada vez mais uma posição singular no itine¬rário dos melhores Carnavais do país. 

Desfile de Bois da Páscoa
Esta tradição, retomada recentemente, faz descer à sede do concelho os melhores bovinos dos produtores locais, devidamente cuidado e enfeitados, a fim de dar a conhecer, através da Exposição e do Desfile, a proveniência da carne que irá ser consumida nesta época festiva.

Romaria de Nossa Senhora do Castelo
Ocupando um promontório a Oeste da Vila, local original de um castelo medieval, o Santuário de Nossa Senhora do Castelo alberga um dos cultos mais ancestrais e importantes do concelho, que movimenta centenas de pessoas e decora com tapetes floridos as artérias principais do burgo arcuense.
Inicialmente, as festividades efetuavam-se em Maio, Junho e Julho, sendo que atualmente têm lugar em Maio/Junho, no Domingo de Ascensão, ou seja, 40 dias após a Páscoa, considerando-se o principal dia da romaria o Domingo, em que a imagem de Nossa Senhora regressa da vila para a sua ermida, situada no Monte do Castelo, onde permanecerá por mais um ano, e de onde tinha saído, dias antes, para a Igreja de Vila Fonche e desta para o templo da Vila: a Igreja Matriz.

EXPOVEZ – Feira do Alto Minho
É uma iniciativa que foi retomada numa parceria várias entidades do concelho, Município de Arcos de Valdevez, Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima, In.Cubo e Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez que reúne no mesmo espaço cerca de uma centena de expositores de vários setores de atividade como comércio, serviços, indústria, artesanato, restauração, agricultura e turismo, bem como as novas tecnologias de empresas vocacionadas para a exportação.
O evento, engloba de igual forma propostas variadas de animação que passam pelo pelos Festivais Gastronómicos, Rusgas Populares, Provas de Vinho “Por do Sol com Vinho”, e o afamado Cortejo de Carros de Bois.

FESTIVINHÃO – Festival dos Vinhos Verdes
Este evento conta com o apoio da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, Associação de Municípios Portugueses do Vinho, Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca e Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.
O Evento terá lugar nas ruas do centro histórico da Vila, contando com espaço de exposição, espaço de provas de vinhos e apresentações, tasquinhas de petiscos, animação de palco, animação de rua, workshops técnicos, curso de iniciação à prova de vinhos, percursos turístico-gastronómicos pela Vila, visitas a Quintas/Adegas e oferta turística e cultural diversa.

Feiras das Artes e Ofícios Tradicionais
É um fim-de-semana que oferece Sabor, Saber e Tradição. Mais forma para mostrar e promover os produtos locais, e de todo o concelho de Arcos de Valdevez, integrados na marca “Terras do Vez”, onde constam, como produtos mais mediáticos, a Broa de Milho, a Laranja de Ermelo, a Carne da Raça Cachena e o Feijão Tarrestre das Serras da Peneda e do Soajo, alguns deles incluídos no catálogo mundial da “Slow Food Foundation”. Há igualmente espaço para a realização das jornadas gastronómicas dedicadas à Carne Bovina de Raça Cachena e ao Arroz de Feijão Tarrestre, acompanhados com os excelentes vinhos da região e pela doçaria tradicional, com destaque para os Charutos de Ovos com Laranja de Ermelo e o Bolo de Mel. Como programa de Animação, bastante diversificado, encontramos desde Concursos de Vinhos Verdes, Mel e Broa de Milho, bem como animação com grupos de bombos, grupos folclóricos e “Rusgas Populares".

Festas de Nossa Senhora da Lapa
A implantação em 1758 do culto a Nossa Senhora da Lapa na vila de Arcos de Valdevez estimulou a edificação de um templo religioso em sua homenagem, concluído em 1767, sendo
deste período as primeiras manifestações públicas de celebração, que se mantiveram constantes até meados do século XX. Retomadas em 2009, as festividades passam a integrar, e a titular, as Festas do Concelho, realizadas no segundo fim-de-semana de Agosto, devolvendo aos arcuenses uma das suas mais importantes e simbólicas festividades religiosas.

Romaria de Nossa Senhora da Peneda
Nos tempos antigos a Romaria tinha lugar em Agosto; atualmente, a romaria a N. S. da Peneda decorre entre os dias 1 a 8 de Setembro. A partir de 31 de Agosto e até 8 de Setembro, depois das 5 horas da tarde, realiza-se o terço cantado, percorrendo as capelas da escadaria do santuário. Nos dias 6 de Setembro os populares cantam e dançam ao som das concertinas durante toda a noite, até às 7 horas da manhã. É considerada uma das mais concorridas romarias de Portugal, envolvendo peregrinos portugueses e galegos. A festividade assenta num espaço natural e arquitetónico de beleza universal, com um magnífico afloramento rochoso de grande dimensão, uma queda de água e uma envolvente paisagística natural assombrosa, onde o belíssimo templo do século XVIII/XIX e o seu escadório de 20 capelas temáticas formam um todo de inigualável caracterização, dentro do espaço privilegiado do único Parque Nacional português: A Peneda-Gerês.

Romaria de Nossa Senhora da Porta
Na primitiva fachada da Igreja da Misericórdia, existia um nicho com a imagem em pedra da Senhora da Misericórdia, a que carinhosamente o povo começou a chamar de Senhora da Porta. Em 1733, devido ao mau estado em que se encontrava o frontispício, a Mesa Administrativa decidiu fazer obras de remodelação, tendo sido o Arcebispo de Braga informado, em 1735, da construção de um altar na fachada, sobre o pórtico, pedindo a Irmandade autorização para o benzer e nele rezar missa.

Todos os anos, no princípio do mês de Setembro, se fazia uma novena em honra da Senhora da Porta, consagrando-se o dia 7 em sua honra, dia em que se abria o seu “oratório” à noite,
com iluminação, e se celebrava uma missa. A devoção que a população do concelho dedicava à imagem, era expressa na enorme quantidade de cera, roupa, cereais, animais e peças em ouro
que ofereciam à Senhora da Porta, como pagamento de promessas. Devido às restrições orçamentais que a Misericórdia se viu forçada a fazer nos finais do século XIX, deixou de se
realizar a festa em sua honra. Em 2010 a Irmandade da Misericórdia retomou a tradição, organizando, no terceiro fin de semana de Setembro, uma festa de cariz popular, que tenta recriar o ambiente alegre e espontâneo das romarias antigas do Alto Minho. Assim, para além de saborear a boa gastronomia e provar o vinho novo da região, assistir à chegada dos romeirinhos com as suas ofertas à Senhora, pode compartilhar da alegria esfusiante das rusgas que percorrem toda a festa, e terminar a noite, madrugada dentro, num dos bailes mandados que os ranchos das várias freguesias organizam.

Festa de S. Martinho

Feira dos Doces e do Chocolate

 

Créditos e Informações: www.cmav.pt

 

Paço de Giela
Monumento Nacional desde 1910, o Paço de Giela é um exemplar notável de arquitectura civil privada medieval e moderna. A sua origem, tal como a do antigo Castelo de Santa Cruz, está profundamente ligada à origem e formação da terra de Valdevez. Quando o castelo cessou a sua actividade como ponto estratégico, a edificação da “casa-torre” de Giela marca um novo momento de protecção e domínio senhorial e régio sobre a área. Actualmente é visível a torre medieval bem como o corpo residencial com janelas “manuelinas” e entrada fortificada. A torre terá sido construída em meados do século XIV. Nos finais do século XV, inícios do XVI, é edificada a área de residência, apresentando-se concluída em 1573. Em 1662 a artilharia portuguesa provoca danos sérios no edifício ao expulsar o general espanhol Pantoja. Nos séculos XVII e XVIII são feitas diversas modificações no corpo habitacional, iniciando-se a partir do século XIX uma fase de declínio e abandono.

Torre de Grade ou de Faro
A edificação deste espaço monumental, em algumas perspectivas iniciada no período romano (topónimo pharo), terá sido realizada no século XV por Álvaro Pais de Grade, sofrendo constantes actualizações na sua espacialidade e função. É, tal como Giela, um exemplar referencial de “casa-torre” medieval, integrando uma torre quadrada, de três pisos com ameias e pedra de armas, e uma ala residencial adossada, de forma rectangular, com dois pisos, edificada num período posterior.

Núcleo Megalítico do Mezio
Integrado no conjunto de monumentos megalíticos conhecidos por “Antas da Serra do Soajo”, Monumento Nacional desde 1910, o Núcleo Megalítico do Mezio incorpora cerca de uma dezena de  monumentos, distribuídos por uma zona planaltica de aproximadamente 2 Km, favorecendo deste modo a visita e consequente contacto com exemplares únicos destes espaços funerários pré-históricos edificados há cerca de 5000 anos. A área inclui três monumentos intervencionados cientificamente e posteriormente valorizados, as Mamoas 1, 5 e 6.

O visitante que se desloque ao local tem ao seu dispor informação gráfica informativa sobre os monumentos estudados, permitindo a compreensão de todo o conjunto arquitectónico primitivo, bem como das áreas valorizadas ao abrigo da intervenção global. O núcleo megalítico do Mezio é um caso raro de importância, não só pela informação científica que permitiu colher, mas também pela recuperação e valorização patrimonial de um período tão remoto e único.

Gravuras Rupestres do Gião
Um dos complexos de arte rupestre da Idade do Bronze mais importantes do Noroeste da Península Ibérica, composta por mais de cem rochas gravadas com diversos motivos de cariz simbólico e geométrico, onde se destacam elementos de forma quadrangular e rectangular, com cantos redondos, bem como diversos antropomorfos (figuras esquemáticas da figura humana), sobretudo do tipo em fi. As localizações da estação arqueológica no monte do Gião, a quase 800 metros de altitude, dominando um vasto anfiteatro natural, tornam-na igualmente superlativa em termos de ambiencia natural,criando um todo profundamente simbólico da realidade social e religiosa das comunidades humanas que as realizaram durante o IIº milénio antes de Cristo.

Brandas e Inverneiras
As “brandas” e “inverneiras” serviam a economia agro-pastoril de sobrevivência que implicava transumância: nos meses de Verão, os pastores subiam para as “brandas” com os gados, e aí permaneciam enquanto o tempo favorecia as pastagens de maior altitude, descendo depois às aldeias mais baixas, as “inverneiras”, para resistir aos rigores do frio invernal. As “brandas” situam-se geralmente a cotas superiores aos 600 metros de altitude, enquanto as aldeias de Inverno estão normalmente entre os 400 e os 600 metros. Atualmente já não há esta utilização para as “brandas”, em função das profundas alterações que a economia destas regiões sofreu nas últimas décadas. Ainda assim, ficam na paisagem, com ou sem ocupação humana, como testemunhos eloquentes de outros tempos, tão próximos e ao mesmo tempo tão longínquos.

Associados à atividade pastoril de montanha encontramos também, nas zonas mais altas da serra, os “cortelhos”. O processo construtivo destes abrigos é muito interessante, fazendo lembrar as falsas cúpulas das tholoi. As lajes de pedra iam sendo colocadas semi-sobrepostas, afunilando a cobertura para o centro. Este, por vezes, não tinha fecho, de forma a criar uma chaminé natural para o fogo aberto aceso no interior. Outras, mais complexas, incluíam dois níveis de utilização: no inferior ficavam os gados e no superior as pessoas, beneficiando estas do calor gerado pelos animais

Capela, Branda e cruzeiro de São Bento do Cando
Localizada no largo principal da branda do mesmo nome, a capela dedicada a S. Bento inclui, de igual modo, um abrigo de peregrinos, formando um pequeno santuário montês de peregrinação, de provável origem medieval mas tradição moderna, integrável nos séculos XVIII e XIX. O imóvel caracteriza-se por uma planta rectangular de nave única, com sacristia de igual morfologia anexa à parede Este da cabeceira, incluindo, igualmente, uma torre sineira. Vizinho deste espaço religioso, ocupando um pequeno largo no extremo da branda, ergue-se um cruzeiro granítico datado, provavelmente, dos inícios do século XIX, com inscrição ténue nas faces Este e Sul. Apresenta uma coluna de fuste liso integrando uma imagem escultórica de S. Bento, enquadrada num nicho de pequena dimensão. No topo desenvolve-se um capitel, uma cruz latina e uma representação, em escultura, de Cristo.

Santuário de Nossa Senhora da Peneda
A lenda de Nossa Senhora das Neves e a provável edificação de uma pequena ermida no local da aparição durante o século XIII, criam um cenário de culto durante a Idade Média, solidificado num novo templo edificado no século XVII, e definitivamente desenvolvido e consolidado na área de culto actual, iniciada no século XVIII e finalizada na centúria posterior. O espaço arquitectónico é composto pelo templo- igreja principal, iniciado em 1838 e finalizado em 1857; pelo escadório das virtudes, obra de 1854 que apresenta estatuária representativa da Fé, Esperança, Caridade e Glória; pelo grande terreiro; pelo terreiro dos evangelistas (de 1860); pelo escadório e suas 20 capelas, bem como pelo largo do Anjo S. Gabriel e pórtico principal de entrada com imagem de Nossa Senhora da Encarnação,  ambas realizações do século XVIII. A romaria realizada a 7 de Setembro segue a tradição das grandes peregrinações marianas da Época Moderna, onde a envolvente paisagística, nomeadamente a proximidade de um grande elemento rochoso natural e a forte visibilidade, favoreceram o desenvolvimento de uma ambiência própria, com maior liberdade festiva e um isolamento espiritual mais próximo das necessidades dos romeiros.

Pelourinho de Soajo
Monumento Nacional desde 1910, o pelourinho do Soajo é um simples esteio ao alto, colmatado com uma face antropomórfica e um triângulo no topo, a lembrar um chapéu de três bicos. A data da sua edificação é incerta, embora o foral dado à vila por D. Manuel em 1514 possa lançar a sua construção, iniciando a sua funcionalidade de marco jurisdicional. Alguns autores interpretam os seus elementos escultóricos como integrados em tradições locais de autonomia administrativa e política, mas nenhuma leitura é, neste âmbito, suficientemente precisa. O facto de não possuir nenhuma ranhura para colocação de ferros é apontado como justificativo para a sua tardia construção.

Espigueiros de Soajo
Na periferia da área urbanizada, num ponto alto dominado por um grande afloramento natural granítico, surge uma eira comum, na tradição da vivência comunal local, ladeada por 24 espigueiros de tipo galaico-minhoto, característicos pelo corpo baixo, alongado e construção em pedra, formando um conjunto classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983. Os canastros construídos em verga, elementos primitivos destas estruturas, desapareceram por completo. Alguns apresentam uma sacralização evidente, patente nas cruzes de topo sobre peanhas, para protecção divina dos seus conteúdos, essenciais à sobrevivência da comunidade local. A cronologia destes elementos arquitectónicos é integrável nos séculos XVIII e XIX.

Mosteiro de Ermelo
O antigo mosteiro, provavelmente edificado por D. Teresa, adoptou a ordem cisterciense no final do século XIII, integrando deste modo a área sob influência de Santa Maria de Fiães. Evoluindo com imensas dificuldades, é transformado em 1441 em igreja paroquial, regressando à ordem 1497. Em 1560 apresentava já um avançado estado de abandono, pelo que é secularizado, sendo os seus rendimentos integrados no colégio de S. Bernardo de Coimbra.

Atualmente subsistem ainda algumas das estruturas arquitectónicas da igreja românica e das posteriores alterações realizadas na Época Moderna. Na sua forma original seria uma igreja de três naves e cabeceira com três capelas quadrangulares. O plano original de Cister não foi concluído, provavelmente por dificuldades económicas da comunidade local, pelo que o que vemos presentemente é sobretudo resultado das obras realizadas no século XVIII. A nave colateral foi suprimida, restando somente o arco triunfal da capela (visível no exterior), sendo no lado oposto adaptada a sacristia. Sobre o telhado é visível um dos elementos originais do projecto cisterciense, de importante significado, composto pela rosácea românica, elemento iluminador da nave central. Alguns dos elementos decorativos dos
modilhões e capitéis são plenamente integráveis no românico típico da bacia do Minho, mas todo o plano arquitectónico geral da obra é exemplar do modelo típico utilizado pela ordem de Cister. Na zona Sul são perceptíveis algumas arcadas pertencentes a estruturas da área regular do mosteiro

 

ROTEIRO DO VEZ

Torre de Aguiã
Composta por uma planta em L irregular e formada por vários corpos, integra uma torre, quadrada e coroada de ameias, edificada, provavelmente, no século XIV, e integrada posteriormente no Mosteiro de Santa Maria de Valboa (Vila Nova de Cerveira). A torre medieval está inclusa numa estrutura de solar barroco edificada no século XVIII, constituída por um grande corpo central composto por arcada sobreposta e dupla e duas escadarias laterais. Tipologicamente insere-se na chamada “casa-torre”, apresentando contudo uma solução menos comum ao integrar a torre no centro.

Igreja Paroquial de S. Salvador de Sabadim
Do espaço original medieval integrado no mosteiro beneditino resta presentemente um singelo espólio artístico, composto essencialmente por restos de cachorrada românica e uma pia de água benta decorada com elementos desse período. No século XVI conhecemos diversas referências documentais ao Mosteiro de S. Salvador de Sabadim, mas em 1650 é já uma igreja secular, profundamente remodelada e ampliada no século XVIII e na centúria seguinte.

Ponte de Vilela
Imóvel de Interesse Público desde 1990, a Ponte de Vilela é igualmente simbólica das manifestações arquitectónicas deste tipo existentes no aro do concelho. Assegura ainda hoje a comunicação entre as freguesias de Vilela e Amorim, com uma estrutura característica de rampas de acesso e tabuleiro em cavalete assente em dois arcos, um deles quebrado, de tamanho desigual, e talhamar prismático.

Ponte de Cabreiro
Localizada sobre o Rio Cabreiro, ligando as povoações de Igreja e Sobreira, a Ponte de Cabreiro é um dos exemplares mais característicos deste tipo de arquitectura civil da Idade Média e Moderna existente em todo o concelho. Caracteriza-a uma arquitectura global bastante interessante. Apresenta dois arcos desiguais, exceptuando o da margem direita, sendo o maior de volta perfeita e siglado. Nas aduelas e parapeito apresenta um aparelho com silhares, e na restante estrutura blocos afeiçoados de trabalho mais grosseiro. O pegão central é de secção quadrangular e o talhamar e talhante em forma de prisma triangular. O tabuleiro desce desde o meio da estrutura até à margem direita do rio.

Casa do Castelo de Sistelo
Sistelo foi primitivamente uma Póvoa medieval, de cujo período parecem sobreviver traços em elementos como a implantação do cruzeiro, do fontanário ou na organização do casario. O elemento de arquitectura mais destacado é, contudo, bastante mais recente. Trata – se da denominada “Casa do Castelo”, um palácio revivalista de planta rectangular, com duas torres com ameias a ladear o frontispício e um jazigo Neogótico. O conjunto, que domina uma paisagem natural de inegável beleza, foi edificado na segunda metade do século XIX por um natural da freguesia regressado do Brasil, e primeiro Visconde de Sistelo, Manuel A. Gonçalves Roque.

Portal de Gondoriz
Segundo a inscrição patente sob o brasão, o portal terá sido realizado em 1768, integrando, por tal, o período de arquitectura “rococó”. Localizado num caminho vizinho da Igreja paroquial de Gondoriz, apresenta duas colunas rematadas no topo por uma concha, encimado pelo brasão dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira. Na parte interior, sobre o portal, desenvolve-se um nicho flanqueado por duas mãos salientes esculpidas em granito.

Mosteiro de Ázere
O mosteiro de origem beneditina é coutado em 1125, sendo o edifício gótico edificado no século XIV e suprimido cem anos depois. Em meados da centúria de seiscentos é reduzido a igreja paroquial e estruturalmente modificado nas épocas moderna e contemporânea. O espaço apresenta ainda traços da ocupação medieval. No piso térreo, a Norte, surge um arco ogival de silhares graníticos; a Sul uma fresta apresenta mainel com dois cilindros adossados e imposta, apresentando as ombreiras impostas decoradas com duas molduras horizontais paralelas e pilar decorado na base com motivo vegetalista. No piso superior identificam-se, de igual modo, elementos medievais diversos, tais como o arco abatido, ombreiras e siglas em alguns silhares.

Ponte de Ázere
Edificada no século XIII ou XIV e reconstruída por João Rodrigues em 1613, a Ponte de Ázere apresenta-se com o tradicional tabuleiro horizontal sobre dois arcos de volta redonda e aparelho em silhares de granito, apresentando o arco Norte algumas siglas. O arco Sul possui aduelas mais curtas, sendo algumas almofadadas. O típico pegão central com talha-mar encontra-se, de igual modo, presente.

 

ROTEIRO DO LIMA

Igreja de Santar
Localizado na Freguesia do mesmo nome, o edifício paroquial apresenta ainda vestígios parcos do período medieval, destacando-se sobretudo a imagem gótica de Nossa Senhora e a vizinha Casa Grande, num todo geral a relembrar uma vivência monacal primitiva.

Capela de São João Baptista da Comenda de Távora
A capela, integrável no foco românico da Ribeira Lima, foi edificada provavelmente no século XII, contendo uma data inscrita no lintel do portal axial referente a 1190. Em 1269 a Ordem de Malta estabelece residência em Távora. Os séculos XIV e XV aportam diversas modificações de nível estrutural, com a remodelação da capela-mor e anexação da capela dedicada a S. Tomé, com uma última intervenção de melhoramento em 1711. A capela é de tipo funerário com funções igualmente devocionais. Estruturalmente apresenta uma planta de nave longitudinal com capela-mor rectangular e capela adossada a Sul. A Sudeste implanta-se a capela de S. Tomé e nas proximidades vários sarcófagos antropomórficos. Decorativamente realçam-se as duas imagens patentes nos colunelos do arco decorado da fresta Sul, representando, hipoteticamente, dois apóstolos, S. João Baptista e S. João Evangelista.

Igreja Paroquial de S. Bartolomeu de Monte Redondo
A capela, integrável no foco românico da Ribeira Lima, foi edificada provavelmente no século XII, contendo uma data inscrita no lintel do portal axial referente a 1190. Em 1269 a Ordem de Malta estabelece residência em Távora. Os séculos XIV e XV aportam diversas modificações de nível estrutural, com a remodelação da capela-mor e anexação da capela dedicada a S. Tomé, com uma última intervenção de melhoramento em 1711.

A capela é de tipo funerário com funções igualmente devocionais. Estruturalmente apresenta uma planta de nave longitudinal com capela-mor rectangular e capela adossada a Sul. A Sudeste implanta-se a capela de S. Tomé e nas proximidades vários sarcófagos antropomórficos. Decorativamente realçam-se as duas imagens patentes nos colunelos do arco decorado da fresta Sul, representando, hipoteticamente, dois apóstolos, S. João Baptista e S. João Evangelista.

Mosteiro de Miranda
Construído provavelmente no final do século XII ou inicio do XIII, o Mosteiro de Miranda é um exemplar de tradição beneditina, colaborando para o expandir sócio-económico protagonizado por esta instituição religiosa durante toda a Idade Média. Foi coutado por D. Sancho I em 1207 e protegido por D. Afonso II e III, mas em 1417 já não tem religiosos. A igreja conserva ainda parte da capela-mor românica do século XIII, integrada numa ambiência de vale fértil, de forte apetência agrícola e pecuária, razões de base prováveis para a fixação da comunidade religiosa. No século XVI é notória a ruína do mosteiro, e em 1639 o dormitório dos monges ameaça desmoronar, pelo que entre 1677 e 80 iniciam-se obras de acrescento da igreja e melhoramento geral. Em 1693 é construído o corpo anexo, onde se inclui o portal e respectivo brasão, e cinco anos depois mais obras gerais de manutenção e beneficiação do templo e edifícios monásticos. Um altar-mor em talha é edificado em 1780.
Acompanhando a extinção das ordens religiosas, em 1834 cessa a sua utilização monástica, passando para património civil.

Castelo de Santa Cruz
Profundamente ligado à génese das terras de Valdevez, o castelo românico de Santa Cruz, em Vila Fonche, assume um papel de particular interesse na história local.
Até ao século XII, Valdevez foi, com a toda a probabilidade, cabeça de toda a Ribeira-Lima. Rapidamente assumiu uma posição estratégica de apoio real a uma linha defensiva de fronteira com a Galiza, assente no eixo Monção-Lindoso. Representava a retaguarda dos castelos de Monção, Melgaço e Castro Laboreiro.
O Julgado de Arcos de Valdevez tem como sua primitiva cabeça o Castelo de Santa Cruz, como entidade física de apoio à defesa, segurança e, simultaneamente, estimulo de fixação de populações.
A nova estratégia régia de reforço e dinâmica de defesa assente nos castelos de fronteira, empreendida a partir do século XIII, com estruturas mais complexas, agora não só de defesa mas sobretudo de ataque, condenam os antigos castelos, de forma que nas Inquirições de 1258 Santa Cruz surge já abandonado.

Actualmente é possível discernir no local ocupado pelo gigantesco bloco granítico traços gerais da antiga estrutura defensiva, com vestígios da elementar cerca, baixa, e dos alicerces da torre de menagem, situada no topo mais alto do afloramento pétreo.

 

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SISTELO

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gêres, junto à nascente do rio Vez. Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se  cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos.

O Castelo de Sistelo, ex-líbris da aldeia, merece uma cuidadosa visita: trata-se de um palácio de finais do século XIX onde viveu o Visconde de Sistelo. Deambule pelas ruelas de Sistelo e aprecie a Igreja Paroquial, a Casa do Visconde de Sistelo, a Ponte Romana e o Moinho, a ponte de Sistelo de jusante, a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, de São João Evangelista, da Senhora dos Remédios e da Senhora do Carmo.

Não deixe de subir ao miradouro do Chã da Armada para admirar a magnífica vista panorâmica!  Se é apreciador de caminhadas na natureza, percorra o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km), que tem início na aldeia, e fique a conhecer as brandas de Rio Covo, em Sistelo, do Alhal, no Padrão, e da Cerradinha, terrenos que, durante o verão, serviam de apoio à pastorícia. O artesanato característico da aldeia é composto pelas meias redondas de lã e pelos aventais de lã. Aproveite e traga algumas peças de recordação!

Sendo uma das Aldeias de Portugal, Sistelo está junto de uma das maiores riquezas naturais, ou seja, junto ao Parque Nacional da Peneda-Gerês – o único parque nacional em Portugal – e ligada à nascente do rio Vez.

Sistelo, em Arcos de Valdevez, é um dos mais belos paraísos de Portugal. Trata-se de uma paisagem cultural ímpar que resultou da harmoniosa interacção do homem com o território. Ao longo dos séculos, os agricultores da aldeia moldaram as vertentes através da construção de socalcos vencendo a barreira natural dos declives. Desta forma, foi possível aumentar o espaço agrícola para o cultivo.

As características únicas desta região, foram determinantes para que Sistelo fosse eleita como uma das 7 Maravilhas de Portugal na categoria de Aldeia Rural.
O Trilho dos Socalcos de Sistelo, é um percurso pedestre que nos permite explorar os socalcos agrícolas contruídos pelos agricultores da aldeia, moldando assim uma paisagem muito própria que originou a designação de Pequeno Tibete português.

 

Passadiço do Sistelo: todo o esplendor do Tibete Português
É conhecido pelo Tibete Português e é uma das aldeias mais genuínas de Portugal. Descubra os Passadiços do Sistelo, no Gerês, que fazem parte da Ecovia do Vez. Passadiço do Sistelo é a mais recente atracção turística em Portugal e está a causar furor entre os adeptos de caminhadas e também entre os praticantes de ciclismo BTT. Está inserido na Ecovia do Vez e passa pela aldeia conhecido pelo Tibete Português graças aos seus socalcos construídos para aproveitar o pouco solo arável e em condições para sustentar o muito gado bovino desta região. A aldeia do Sistelo faz parte da Reserva Mundial da Biosfera e é candidata a património mundial da UNESCO.

O percurso de cerca de 10 quilómetros de extensão começa na ponte medieval de Vilela e prolonga-se até à aldeia do Sistelo embora, claro, o possa fazer no sentido contrário, desde Sistelo até Vilela. A caminhar a um ritmo normal, pode ser feito em aproximadamente 3 horas e é aconselhável levar uma mochila com merenda e muita água para o caminho, principalmente se escolher os meses de Verão para realizar este trajecto. Além disso, pode também levar um fato de bato porque de certeza que encontrá vários locais ao longo do passadiço onde se poderá refrescar.

 

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Parque Nacional Peneda-Gerês
O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi criado em 1971, com a ambição de proteger cerca de setenta mil hectares de um território único. Dos vales férteis às agruras rochosa, dos ribeiros murmurantes às cascatas de água brancas, das encostas suaves e arborizadas às falésias com dezenas de metros de vertical onde apenas as urzes e os matos rasteiros subsistem – embelezados por vezes pelo lírio-do-Gerês – subindo dos 150 metros acima do nível do mar para os mais de 1.500 metros de altitude, o território do Parque é de uma diversidade e riqueza sem rivais.

O terreno é principalmente granítico, com raras zonas xistosas, o que lhe confere uma dureza de aspecto e de trato muito sugestivas. As gentes que habitam esta região de há milénios, adaptaram-se a esta paisagem agreste, mas não raro generosa, para apascentar gados e amanhar terras. Os lameiros e os vales são zonas de agricultura fértil, os planaltos montanhosos são pastos abundantes. Não é pois de estranhar que a economia agro-pastoril de subsistência tenha perdurado até bem perto da contemporaneidade.

A reserva da Biosfera inclui os territórios do Parque Nacional da Peneda-Gerês, do Parque Natural da Baixa Limia-Serra do Xurés e concelhos abrangidos de ambos os lados da fronteira.Território caracterizado pelas serras e planaltos galaico-portugueses e por uma densa rede de linhas de água, de onde se destaca o amplo vale do rio Lima. A orografia, a altitude, as características geológicas e a grande disponibilidade de água, dão lugar a habitats de grande riqueza florística, de onde se destacam formações de matos, de floresta, charnecas e pântanos. Regista-se a presença de 117 espécies endémicas da Península Ibérica e de 2 exclusivas desta área. Na fauna, destacam-se 204 espécies protegidas a nível nacional e/ou internacional e 71 espécies com estatuto de ameaça.

O património histórico inclui uma variedade de representações da ocupação neolítica, uma representação importante da ocupação romana e numerosos exemplos de arquitetura medieval. Curiosos povoados, arquitetura em socalcos, paradas de espigueiros, prados de lima, entre outros, revelam uma engenhosa adaptação dos habitantes às características do meio. “O elevado valor do património natural, a diversidade e beleza paisagísticas, as características topográficas de montanha e as condições climatéricas conferem à região um forte potencial turístico.

Reúne as condições favoráveis ao desenvolvimento de actividades económicas relacionadas com os recursos endógenos, nomeadamente a agricultura, a pecuária e o turismo de natureza potenciando a promoção de um desenvolvimento sustentável”.

 

Eco Park de Oussias
Eco-Park de Oussias e um parque que pretende divulgar o patrimonio historico, cultural, arquitetonico, paisagista bem como a biodiversidade. Podemos contemplar a fauna e flora local,ver grandes formacoes rochosas, moinhos, espigueiros, fontes e ainda uma das maiores manchas de Carvalhos Alvarinho e Negral do parque natural Peneda Geres. E ainda o trilho das energias renovaveis.

 

Reserva Mundial da Biosfera
A Porta do Mezio, uma das cinco portas do Parque Nacional da Peneda Gerês, é o hall de entrada para a magnífica imensidão das montanhas e vales do Soajo e Peneda. Um território tão magnífico que a UNESCO o considera Reserva Mundial da Biosfera!

A Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés (RBTGX) foi declarada em 27 de Maio de 2009, pela UNESCO, e está localizada na Comunidade Autónoma da Galiza (Espanha) e na Regiâo Norte de Portugal. Abrange uma área total de 267.958 ha. distribuidos por duas áreas protegidas, divididas por uma fronteira mas unidas pelo continuo natural e pela cultura.

Sendo Reserva da Biosfera Transfronteiriça há todo um esforço comum entre as entidades dos dois países na definição de metas e de prioridades de ação, o que contribui para consolidar a imagem do Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés (PTGX). Criado em 1997, o PTGX é constituído pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês e pelo Parque Natural Baixa Limia-Serra do Xurés, formando uma unidade natural de elevada biodiversidade.

Mais do que uma designação, a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés pretende ser o reconhecimento da necessidade de um esforço comum e coordenado de salvaguarda dos valores de flora, fauna e paisagem que as duas áreas protegidas partilham, promovendo o desenvolvimento económico sustentável, a participação ativa dos agentes sociais do território e uma relação equilibrada entre as populações e a Natureza.

Rio Vez
O Rio Vez nasce na Serra do Peneda/Soajo, mais concretamente em Seida ou Lamas do Vez, e desagua na freguesia de Souto no lugar de Milhundos, com cerca de 40 quilómetros de extensão, e 1300mts de altitude, percorrendo de lés a lés o concelho de Arcos de Valdevez. É o mais importante afluente do Rio Lima.

O Rio Vez é um rio enigmático, e cheio de segredos para quem o tenta conhecer da nascente até à foz. A partir da freguesia de Sistelo, a montante, torna-se difícil de percorrer as suas margens, bastante acidentadas e perigosas, porque tem alguns lugares intransponíveis, mas a natureza recompensa com muita beleza quem o visita.

Uma das formas de conhecer o rio a partir de Sistelo, é fazer o trilho PR (cerca de 10 quilómetros) das brandas, que começa junto ao castelo, e nos leva a ver os impressionantes socalcos das aldeias de Padrão e Porta Cova até às Brandas de Lapinheira, Gemia, e Crastibô, podendo com muita frequência ter companhia das gentes locais, que percorrem o trilho na sua labuta diária.

As águas deste rio são ricas em truta, facto que atrai numerosos entusiastas na época da pesca. Pertencente à bacia hidrográfica do Rio Lima e à região hidrográfica do Minho e Lima. Serve também de limite territorial com os concelhos de Melgaço e Monção.

Este rio atravessa Arcos de Valdevez, tendo como afluentes: Rio de Cabreiro, Ribeiro de Frades Ribeiro de São Mamede, Rio Ázere, Ribeira de Porto Avelar, Rio Frio.


ECOVIAS E ACTIVIDADES

Ecovia do Ermelo
A Ecovia de Ermelo é um tipo de percurso para velocípedes com uma distância percorrida de 5,2 kms. O principal troço, junto ao sopé da Serra do Mezio, segue para noroeste passando por vários ribeiros e riachos com correntes rápidas que alimentam a Albufeira de Touvedo.

Ao aproximar-se de Ermelo, notam-se os primeiros sinais de cultivo e pequenos socalcos, vinhas e olivais. As laranjeiras delimitam o caminho e já em Ermelo, é possível encontrá-las por todo o lado. Na aldeia de Ermelo (4,6 kms) vale bem a pena subir até à igreja. Esta, classificada como Monumento Nacional, foi construída no local onde se encontrava um mosteiro cisterciense do século XIII. A velha rota para o Soajo pode encontrar-se seguindo a ecovia até ao fim (4,8 kms).

Ecovia do Vez
A Ecovia do Vez desenvolve-se ao longo dos Rios Lima e Vez, numa extensão total de 32,5 kms. No Lima: pela margem direita, do limite concelhio, em Jolda S. Paio até ao lugar de Gândara, freguesia de Santar, passando pelas freguesias de Padreiro e de Távora, onde se localizam, respectivamente a Quinta de Padreiro e a Quinta da Toural. No Vez: pela margem direita, limitado a norte pela aldeia de Sistelo e a sul pelo lugar de Prova, freguesia de Paço.

A ecovia oferece condições para o seu uso em completo respeito pelo meio ambiente devolvendo aos habitantes este espaço de qualidade inigualável. O projecto teve em consideração a representatividade que um percurso deste tipo pode ter no concelho, assim como a sua relação com a paisagem periférica, promovendo a salvaguarda do património cultural e arquitectónico existente, bem como dos valores ecológicos e paisagísticos.

Optou-se pela implantação de um percurso essencialmente rural ou natural, apesar da existência de alguns troços em meio urbano, situação que diversifica os seus potenciais utilizadores. Ao longo da caminhada, irá passar pela silenciosa foz do Vez, calcorrear calçadas seculares, atravessar a Vila de Arcos de Valdevez, atravessar passadiços que nos levam a locais de outra forma inacessíveis e com paisagens deslumbrantes, cruzar-se com a Ponte Medieval de Vilela, passar ao lado de moinhos de água, conhecer a foz do rio Cabreiro, refrescar-se numa das várias praias fluviais, admirar as varias represas e pesqueiras construídas pelo homem, e terminar a caminhada nos socalcos de Sistelo, candidatos a património mundial da UNESCO, tudo isto em pleno contacto com a natureza.

A Ecovia do Vez, que pode ser facilmente feita em família, tem vários pontos de acesso o que possibilita a realização de pequenos troços diários, sendo mesmo aconselhável dada a sua extensão. Em termos de dificuldade, apenas o troço final junto à Sistelo apresenta alguma dificuldade, dado surgirem algumas pendentes, mas nada que não seja recompensado pela magnífica envolvente.

No Sistelo, aproveite para descobrir os muitos pequenos detalhes que esta belíssima aldeia esconde. Falamos do seu famoso castelo, de algumas casas senhoriais, dos seus muitos espigueiros (construções medievais utilizadas para guardar milho), de algumas pontes medievais ou romanas e, sobretudo, não deve perder os belíssimos socalcos ao longo das encostas da montanha e que dão a esta aldeia, onde começa o Passadiço do Sistelo, a alcunha de Tibete Português.

O caminho é paradisíaco e são vários os monumentos que vai encontrar ou os miradouros de onde poderá apreciar a paisagem. Mas o que o vai impressionar com toda a certeza é o verde da paisagem, as pequenas cascatas, a água pura, os socalcos nas montanhas, os bois e vacas à solta nas ruas da aldeia e, sobretudo, o modo de vida e a gentileza de quem aqui habita todo o ano. Não perca também as pequenas tasquinhas com produtos tradicionais e aproveite para levar para casa alguns petiscos da região.

 

Mais informações: trilhos.arcosdevaldevez.pt/atividades
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A Gastronomia de Arcos de Valdevez, apresenta iguarias e sabores únicos. A "Carne da Cachena com o Arroz de Feijão Tarrestre", é o prato de eleição. A raça cachena é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo. A Carne da Cachena, criada sobretudo na Serra da Peneda/Soajo, está certificada por Denominação de Origem Protegida. O tipo de carne obtida resulta de um equilíbrio absoluto entre o sistema de produção utilizado e as características da própria raça; distingue-se pela sua tenrura e sabor únicos, apresentando cor rósea, clara ou pálida, vermelho claro ou escuro, de acordo com a idade do animal, bem como pouca gordura intramuscular, sendo profundamente suculenta. O Feijão Tarrestre, é do tipo rasteiro, semeado em conjunto com o milho.

Mas os Arcos são também o Cabrito à moda do Soajo, tenro dos retouços do Mezio, com Ervas Aromáticas dessas paisagens, o "Cozido à Soajeira", com os enchidos e fumados caseiros, acompanhado dos frescos e capitosos vinhos verdes. As doces sobremesas tradicionais, para os amantes da doçaria tradicional portuguesa os "Charutos d'Ovos" acompanhados com a Laranja de Ermelo, ambos de origem conventual. Destacamos, o Bolo de Mel e os não menos conhecidos "Rebuçados dos Arcos", ao contrário dos charutos, estes são de origem popular. São todos estes sabores que esperam por si em Arcos de Valdevez.

 

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