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BRAGANÇA está mais perto de si!

BRAGANÇA

Bragança é um município ainda não muito explorado pelo turismo que oferece paisagens selvagens e de rara beleza, cidades, vilas e aldeias cheias de interesse histórico, uma gastronomia regional rica e um estilo de vida ainda marcado pelas tradições.

Bragança conserva um património ímpar num centro histórico compacto, que facilmente se percorre a pé. As suas pedras gastas são testemunhas de uma História atribulada, que remonta à Idade do Bronze, conta com a presença de romanos, suevos e visigodos, prosseguindo com combates que ajudaram a estabelecer as linhas de fronteira e a importância estratégica do burgo.

Situada no extremo nordeste de Portugal, Bragança é uma antiga cidade cujo castelo mantém ainda um núcleo urbano medieval dentro das muralhas.

Entrando na cidadela ou praça de armas pela Porta da Vila, logo encontramos o Pelourinho, assente num berrão lusitano que lembra as origens celtas da região. Na gigantesca Torre de Menagem, que na Idade Média vigiava as fronteiras, o museu militar conta também a história do castelo, mandado construir por D. João I sobre fundações do anterior que o 1º rei de Portugal, Afonso Henriques, edificara. Do último piso desfruta-se de excelente a vista sobre a cidade e a vastidão do horizonte de montanhas que a envolvem. Na cidadela encontramos ainda a Igreja de Santa Maria e a Domus Municipalis, exemplar único de arquitetura civil românica existente em Portugal, onde se reuniria o senado da cidade.

Fora das muralhas, a cidade expandiu-se para Oeste, conservando casas nobres e monumentos como a Sé Catedral, a Igreja de São Vicente, a Capela da Misericórdia ou a Igreja de Santa Clara. No antigo paço episcopal, está instalado o Museu Abade de Baçal com um valioso acervo, enquanto o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais apresenta obras desta conceituada pintora contemporânea e outras coleções de artes plásticas.

Nos arredores de Bragança fica a igreja de Castro de Avelãs, que recebia os peregrinos de Santiago durante a Idade Média, e aldeias antigas que ainda hoje mantêm tradições comunitárias, como no lagar de azeite e do vinho ou no forno do pão. Encontram-se sobretudo dentro do Parque Natural de Montesinho, uma zona de natureza preservada que vale a pena visitar. Na aldeia que dá nome ao Parque fica um núcleo de interpretação, enquanto em algumas aldeias existem museus rurais sobre as práticas comunitárias da região. As aldeias de Guadramil e Rio de Onor são duas das mais bem preservadas. A fronteira entre Portugal e Espanha atravessa a aldeia de Rio de Onor, que se situa assim em ambos os países.

 

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Museu Militar / Castelo de Bragança
O Castelo de Bragança, um dos mais representativos da arquitetura medieval, foi construído em 1409 por ordem de D. João I, sobre as fundações do tempo do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Composto por uma imponente Torre de Menagem e por uma muralha dupla, o conjunto está muito bem conservado e a praça de armas, conhecida por cidadela ou vila, onde fica a Igreja de Santa Maria e a Domus Municipalis, mantém o velho casario medieval de ruas estreitas e pequenas casas caiadas de branco.

No interior da Torre, com cinco pisos, está instalado o Museu Militar. Foi fundado em 1932, por iniciativa do coronel António José Teixeira, comandante do Regimento de Infantaria nº 10 aquartelado na cidadela desde meados do séc. XIX.

O espólio é constituído pela coleção particular de António José Teixeira e por peças doadas pelos militares que tinham participado em campanhas de unidades militares sediadas em Bragança, nomeadamente as de África e de França durante a 1ª Guerra Mundial. O conjunto ilustra a evolução do armamento ligeiro entre os séculos XII e XX.

Domus Municipalis
Um exemplo único no país da arquitetura civil românica e o ex-libris de Bragança. Com a forma de um pentágono irregular, é composto por uma cisterna abobadada sobreposta por uma galeria ampla com janelas em redor, que se identificou como o local de reunião dos homens-bons do concelho. Muito se tem discutido sobre a datação, sem haver certezas, mas considera-se que o séc. XIII é a data provável de construção da parte superior, podendo a cisterna ser anterior.

É singular também pelo material utilizado, a pedra, que foi uma das razões da sua conservação até aos nossos dias. Este tipo de estrutura civil era habitualmente feito de madeira pois nem o poder municipal nem o Estado tinham meios para financiar obras civis deste género.

Antiga Sé de Bragança
A antiga Sé foi construída durante o séc. XVI por iniciativa camarária e com o apoio do duque D. Teodósio, sabendo-se que Pêro de la Faia e Fernão Pires foram os seus mestres-de-obras. Destinava-se inicialmente a ser um Convento da Ordem de Santa Clara, mas foi ocupado pela Companhia de Jesus entre 1562 e 1759, funcionando como Colégio. Em 1764, quando se transferiu a sede de bispado de Miranda para Bragança, a igreja passou a Sé Catedral, altura em que sofreu obras de ampliação.

Museu do Abade de Baçal
Instalado desde 1915 no edifício do antigo Paço Episcopal. Construído no séc. XVIII, era a residência oficial dos bispos durante metade do ano, uma vez que a diocese era partilhada entre Miranda do Douro e Bragança. O nome faz justa homenagem ao Padre Francisco Manuel Alves (1865-1948), Abade de Baçal, homem erudito com gosto pela investigação histórica e artística da região, que muito contribuiu para a conceção e construção deste museu.

A exposição dá a conhecer a história religiosa, social, política, económica e artística do Nordeste Transmontano e a memória do antigo Paço Episcopal. A pré-história e a proto-história da região estão, também, documentadas através de artefactos e outros objetos das sociedades recoletoras e metalúrgicas. Da romanização nordestina são testemunhos as estelas funerárias, aras, marcos miliários, instrumentos agrícolas, cerâmicas e objetos de adorno. Dispõe de um núcleo de numismática nacional e de ourivesaria dos séculos XVIII e XIX e, ainda, um conjunto significativo de mobiliário.

Parque Natural de Montesinho
Um pouco por toda a parte respira-se um sabor a ruralidade, bem expresso nas aldeias onde as casas tradicionais com paredes de xisto ou de granito se fundem tão bem com a própria paisagem. Por vezes mal se adivinha a sua presença, numa sintonia quase perfeita entre o Homem e a Natureza.

Relevos suaves com cabeços arredondados, sulcados por vales onde correm os rios por entre choupos, amieiros, salgueiros, matas imensas de carvalho negral, castanheiros e azinheiras caracterizam a paisagem deste Parque.

Os cenários denotam as variações do solo e do clima: verdejantes na parte ocidental, ainda influenciada pelas brisas marítimas, tornam-se mais agrestes e abertos às influências continentais na parte oriental. As serras da Coroa (1273 m) e de Montesinho (1486 m) constituem os pontos mais altos do Parque, onde a aragem sobretudo no verão é leve e tonificante.

Dominância de xistos e manchas de calcário nos planaltos e de granito no alto da serra de Montesinho constituem a diversidade geológica deste espaço que, conjuntamente com as variantes climáticas, originam uma flora muito variada, habitat ideal para animais como o lobo, o javali, o corço, o veado e cerca de 240 outras espécies de fauna se sentirem seguros.

PARQUE NATURAL DE MONTESINHO

Poucos territórios possuem biodiversidade tão rica como o Parque Natural de Montesinho, situado às portas de Bragança. Com oitenta por cento dos mamíferos que ocorrem em Portugal, só aqui se poderá deparar com um grupo de veados junto à estrada, avistar um corço a alimentar-se num carvalhal, descobrir sinais da presença de javalis num prado ou escutar o uivo de um lobo, numa noite límpida.

Nos céus, a águia-real, a cegonha-negra ou o picanço-de-dorso-vermelho fazem companhia a cento e sessenta espécies de aves, muitas delas igualmente raras, transformando a região num paraíso para ornitólogos.

O fabuloso mosaico de paisagens, composto por montes arredondados, os vales encaixados dos rios Sabor, Maçãs e Baceiro, searas, lameiros, soutos extensos, bosques de azinheiras e a maior mancha de carvalho-negral da Europa, é percorrido por inúmeros trilhos assinalados que permitem agradáveis passeios a pé ou a prática de BTT em cenários de arrebatadora beleza.

Unindo aldeias, embrenhando-se em densos arvoredos ou seguindo o traçado de cursos de água, há veredas calcorreadas há muitos séculos, como o itinerário romano de Antonino e os Caminhos de Santiago – um dos troços da Via da Prata passa por aqui, numa rota que prossegue em direção a Ourense. Bem mais recente, é a Estação de Biodiversidade de Carrazedo, na Serra da Nogueira, um aprazível percurso pedestre com indicação das plantas e animais que aí podem ser observados, entre eles algumas espécies de borboletas exclusivas de Trás-os-Montes.

À variedade geográfica e climática, que permite o convívio invulgar de exemplares tanto da flora mediterrânica como de ambientes mais frios, soma-se a existência de serpentinitos, rochas ultrabásicas onde florescem preciosidades botânicas endémicas dos solos transmontanos. Do ponto de vista geológico destacam-se também as rochas presentes no maciço de Bragança, as mais antigas do país, com cerca de mil milhões de anos.

Acrescente-se ainda a abundância de cogumelos, os mares de papoilas primaveris, a quietude matinal depois de um nevão ou a sombra dos freixos numa tarde de calor. Um Reino Maravilhoso, em qualquer estação do ano.

 

ALDEIA DE MONTESINHO

Situada a norte da cidade de Bragança, na fronteira com Espanha, a aldeia de Montesinho partilha o nome com a serrania que a acolhe. Considerada como uma das aldeias mais carismáticas do Parque Natural de Montesinho, o aglomerado habitacional, configura-se alongado e paralelo ao curso da ribeira de Vilar, é notoriamente reconhecido pelo seu bom estado de conservação.

Próximo da aldeia, destaca-se na paisagem a barragem da Serra Serrada, complexo hidráulico construído em finais da década de 80, com uma superfície de aproximadamente de 31ha atinge os 1500m de extensão, constitui-se como um ecossistema artificial propício à pesca da truta e à observação da avifauna, sendo de destacar a águia-real e o melro das rochas, ainda que muitas outras espécies aqui ocorram.

Não muito longe da aldeia de Montesinho fica também o antigo complexo mineiro do Portelo. Esta mina, atualmente inativa, era das mais importantes explorações de estanho do nordeste transmontano, tendo sido nos finais da década de 1960 a mina de estanho mais produtiva de Portugal

 

ALDEIA DE RIO DE ONOR

Incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho é, sem dúvida, a mais emblemática aldeia da extremidade nordestina do concelho. Está delimitada pela vizinha Espanha nos flancos norte e nascente, tendo as congéneres Aveleda e Deilão a confrontar de poente e sul.

Rio de Onor é um caso emblemático, reforçado pela sua posição fronteiriça, com a homónima espanhola, - Rihonor de Castilla. As populações de ambos os lados vivem essencialmente da agricultura e da pastorícia, onde o sistema comunitário de base ainda se mantém nalguns aspetos do quotidiano da população, sob a forma de posse coletiva de alguns bens,- os campos, os moinhos, os rebanhos -, e pelo modo de administração rural, levada a cabo por dois mordomos, designados pelo conselho, assembleia que reúne representantes de todas as famílias, os vizinhos – atualmente em esquema de rotação cíclica, de modo a que todos possam exercer as funções. Em Rio de Onor as suas gentes utilizam um dialeto muito próprio (o rionorês), com memória e orgulho do seu passado e vaidade nas suas tradições.

 

Em Bragança, os caminhos para o futuro assentam em tradições com origens milenares. Nesta cidade dinâmica, com uma eclética oferta cultural, a arquitetura contemporânea convive com desfiles de caretos (mascarados que evocam rituais de iniciação) e os museus expõem tanto a herança etnográfica da região como as últimas criações de artistas consagrados.

Dominando a urbe, o castelo alberga o Museu Militar, com um acervo de grande valor histórico que inclui peças de armamento ligeiro do século XII até à Primeira Guerra mundial. Ainda dentro da cidadela, encontra-se o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, uma introdução ao universo mágico das festividades fronteiriças - as animadas Festas dos Rapazes -, realizadas em muitas aldeias do nordeste transmontano entre os meses de dezembro e fevereiro.

No Museu do Abade de Baçal conservam-se objetos de uso tradicional, bem como importantes coleções de arqueologia, ourivesaria e arte sacra. Por seu lado, no Centro de Fotografia Georges Dussaud pode admirar-se a alma transmontana, preservada em imagens de rara sensibilidade.

O emblemático Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, projetado pelo arquiteto Souto de Moura, recebe obras e instalações de artistas de renome, nacionais e estrangeiros, além dos trabalhos que refletem as vivências telúricas da pintora nascida em Trás-os-Montes.

Ainda no centro histórico há a salientar a Biblioteca Adriano Moreira, as salas de exposições do Centro Cultural Municipal e o Conservatório de Música e de Dança.

Junto ao rio Fervença, o pólo principal do Centro Ciência Viva é um edifício inovador, com soluções de arquitetura bioclimática, obra da italiana Giulia de Appolonia. A adjacente Casa da Seda, memória de uma importante indústria regional, está instalada num antigo moinho de água onde são feitas palestras de divulgação científica.

Integrado na rede nacional de teatros, o Teatro Municipal, desenhado por Filipe Oliveira Dias, orgulha-se da sua programação de excelência – a palavra-chave para definir a vida cultural da cidade.

 

A gastronomia de Bragança destaca-se pela qualidade dos seus produtos, com sabores e aromas que parecem exalar das paisagens de onde provêm. A confeção simples é orientada por mãos sábias, que conhecem bem a origem dos ingredientes, muitas vezes trazidos diretamente da horta para a cozinha.

A suculenta posta de vitela mirandesa - gado que pasta nos lameiros verdejantes -não precisa mais do que uma pitada de sal e brasas no ponto certo para ser servida. Tal como as costeletas de cordeiro e o cabrito de Montesinho, de rebanhos alimentados com ervas dos montes. Os pratos de caça confecionam-se nos tradicionais potes, aquecidos no fogo sempre aceso, de onde saem aromáticos estufados e opulentos arrozes que trazem à memória paladares antigos.

Nos ribeiros de águas frias pescam-se as trutas, sempre saborosas, sejam preparadas em escabeche ou assadas na grelha, que requerem como único tempero o excelente azeite da região.

Na mesa transmontana nunca faltam os enchidos, elaborados com conhecimentos ancestrais. À lareira curam-se alheiraschouriçassalpicõespresuntoschouriços de mel, e também o típico butelo que, acompanhado pelas casulas (cascas de feijão secas), é protagonista do festival gastronómico realizado na cidade em meados de fevereiro.

No outono, dos bosques e dos extensos soutos da região chegam os cogumelos e as castanhas, que marcam presença nas ementas em preparações cada vez mais inovadoras, tanto a acompanhar pratos de carne como em tentadoras sobremesas.

É indispensável também provar o mel de castanheiro, o mais característico do concelho de Bragança, tal como os méis de urze ou de rosmaninho, que permanecerão como doces recordações de uma estadia memorável.

Visite também a Casa do Joa a única que produz vinho na região de Bragança