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ELVAS, Património Mundial da Humanidade!

Visitar Elvas é ter contacto com uma cidade com o selo da UNESCO, uma cidade de museus, de igrejas e de um vasto património militar, cultural e imaterial. É elevar a sua história, património, gastronomia, natureza, desporto e lazer. Uma Cidade-Quartel classificada pela UNESCO, como Património Mundial da Humanidade onde a oferta turística permite vivê-la plenamente.

Elvas é uma das principais cidades Alentejanas, sede de município, situada bem próxima da fronteira com Espanha, e desde cedo um importante bastião estratégico, construída dentro de muralhas em forma de estrela, Elvas lutou para manter a independência de Portugal e a sua história. E assim se tornou um exemplo para toda a humanidade.

O selo da Unesco que classifica a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações como Património Mundial, garante o encontro com um património edificado único e bem preservado. Do aqueduto ao castelo, dos fortes aos fortins, das muralhas ao centro histórico, Elvas é uma cidade surpreendente e acolhedora. Com 20 igrejas e 7 conventos, a cidade surpreende ainda pela sua arquitetura religiosa. Elvas e as suas ruas sinuosas, estreitas e íngremes convidam a circuitos a pé ao encontro do património

Somos recebidos na cidade pelo grandioso Aqueduto da Amoreira, com 7 km e 843 arcos, construído pelo mesmo autor da Torre de Belém, em Lisboa, o arquiteto Francisco de Arruda. O tamanho e os números impressionam tanto como o que vamos descobrir mais à frente. Afinal de contas, entramos na maior fortificação abaluartada do mundo, cujas estruturas defensivas em forma de estrela e com um perímetro de cerca de 10 km são um testemunho único da evolução da estratégia militar até ao século  XIX. Foram muito importantes nas lutas com Espanha pela Independência de Portugal, em meados do séc. XVII, e serviram de base ao General Wellington, durante as Guerras Napoleónicas, no início do séc. XIX.

As fortificações de Elvas são hoje Património Mundial. O preservado conjunto militar é formado pelas muralhas islâmicas e medievais e pela cintura de muralhas do séc. XVII influenciada pelo estilo holandês de Cosmander, para além do Forte de Santa Luzia (séc. XVII), do Forte da Graça (séc. XVIII) e de 3 fortins do séc. XIX – São Mamede, São Pedro e São Domingos

No coração de Elvas, a zona do Castelo é a parte mais antiga da cidade. Daí até à Praça da República, no centro histórico, sala de visitas da cidade, em calçada portuguesa, ampla e arejada que se enche das gentes da terra e de visitantes nas suas convidativas esplanadas, fica a antiga Sé, agora Igreja de Nossa senhora da Assunção, passamos pela Igreja das Domínicas, com uma original planta octogonal, pelo pelourinho manuelino e pela Torre Fernandina. Nestas ruas é fácil identificarmos os arcos que marcam as antigas entradas nas muralhas.

Podemos ainda visitar outros monumentos importantes, como a Igreja de São Domingos, o Museu Militar ou a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, ou já fora das muralhas, o Santuário do Senhor Jesus da Piedade, Onde se realiza anualmente em Setembro, uma famosa Romaria, coincidente com a Feira de São Mateus.

Visitar Elvas é ter contacto com uma cidade de museus: o Museu de Arte Contemporânea, o Museu de Fotografia João Carpinteiro, onde viajamos até aos primórdios desta arte em que se destaca uma máquina fotográfica de 1898 ou as provas datadas de 1860, o Museu de Arte Sacra e dois espaços museológicos de temática militar, ou não estivéssemos na cidade portuguesa de maior influência castrense. A visitar também o Museu Rural, o Etnográfico, o de Arqueologia, o Museu do Ferrador e até o Museu da Cera da Piedade. A Biblioteca Municipal é uma das mais importantes do interior do país; o Arquivo Histórico tem um manancial de possibilidades para desvendar o passado. Exposições, espetáculos, conferências, ciclos de cinema, música e teatro esperam por si.

Com histórias de batalhas e valentia, Elvas é atualmente uma cidade tranquila, onde são bem recebidos e presenteados com uma gastronomia regional que inclui iguarias como as migas com entrecosto, o ensopado de borrego ou a carne de porco à alentejana. Nos doces, não resistimos às célebres ameixas de Elvas, que acompanham a sericaia na perfeição, ou pelas azevias, nogados, enxovalhadas e filhós.

Elvas é um destino turístico por mérito próprio e merece que lhe dedique alguns dias das suas férias. Há muito para conhecer e explorar. A sua localização é privilegiada para quem procure o contacto direto com a natureza do Parque Natural de São Mamede, para se deslumbrar com o maior lago artificial da Europa no Alqueva, para visitar as cidades históricas de Estremoz e Vila Viçosa, e pode ainda visitar Badajoz: está apenas a 10 minutos de distância.

 

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Fontes e Créditos: CM Elvas

AQUEDUTO DA AMOREIRA

O Aqueduto da Amoreira é uma obra gigantesca que se desenvolve desde a nascente principal em galerias subterrâneas numa extensão de 1367 metros e depois ao nível do terreno e em arcadas por mais de cinco quilómetros e meio que chegam a superar os 30 metros de altura. Possibilitou uma verdadeira era de progresso na cidade depois da sua construção, uma vez que abastecia uma multiplicidade de fontes intra-muros.

CASTELO

Situado no ponto mais elevado da cidade, o Castelo de Elvas é uma obra de fortificação islâmica, reconstruída nos séculos XIII e XIV, tomando só no séc. XVI o aspeto atual. Acolhia o alcaide de Elvas e foi palco de importantes acontecimentos da história do país como tratados de paz, trocas de princesas e banquetes de casamentos reais. Ao longo dos séculos, o castelo foi perdendo importância defensiva, ficando sem qualquer função militar a partir da segunda metade do séc. XIX. Este facto levou a que o edifício fosse deixado ao abandono, entrando no séc. XX arruinado. Vários elvenses amantes da história e do património quiseram promover o seu restauro, a sua visibilidade e entabularam um processo que faria do castelo de Elvas, em 1906, o primeiro Monumento Nacional português.



FORTE DA GRAÇA

Esplêndida e grandiosa construção da Praça de Elvas situada numa grande elevação a Norte. Exemplo notável da arquitetura militar do séc. XVIII e considerada por muitos historiadores como uma das mais poderosas fortalezas abaluartadas do mundo, o Forte da Graça ou de Lippe é ainda original pela sua conceção e implantação.

Constituído por três corpos, as obras exteriores, o corpo principal e o reduto central, o Forte da Graça é um exemplo da arquitectura militar de tipologia Vauban. O corpo central é formado por quatro baluartes tendo a meio da cortina sul a porta principal de uma beleza fenomenal. Em 1856 já a guerra tomava outros caminhos e neste espaço foi criada uma companhia de correção e em 1894 um depósito disciplinar onde estiveram vários presos políticos desde a 1ª República até 1974.

O monumento foi alvo de intervenção, ao longo de 11 meses, que se traduziu na recuperação da casa do governador, o ponto mais alto do forte, das casas dos oficiais e restantes elementos arquitetónicos, tendo sido ainda repostas todas as cores e materiais originais do Forte e recuperadas as estruturas, nomeadamente a cisterna, a prisão, as galerias de tiro e a capela, onde foram descobertos frescos do século XIX, também eles alvo de intervenção.



FORTE DE SANTA LUZIA

O Forte de Santa Luzia é uma fortificação construída num outeiro a algumas centenas de metros das muralhas seiscentistas, em 1641, durante a Guerras da Restauração. É um dos melhores e mais genuínos exemplos da arte de fortificar europeia, um dos monumentos militares mais significativos deste período e mais uma obra prima da arquitetura militar de Elvas. A fortificação estaria concluída em 1648 garantindo um valor estratégico extremo para a cidade.

É constituída por quatro baluartes com um reduto quadrangular ao centro onde se encontram a casa do governador, a igreja e uma casa abobadada à prova de bomba. Tem várias casernas e duas cisternas que abasteceriam trezentos a quatrocentos homens durante dois a três meses. O Forte de Santa Luzia esteve sempre pronto para o combate, sendo alvo de vários assédios e vendo-se envolvido em várias ações militares, desde o cerco do marquês de Torrecusa, em 1644, até ao século XIX. Na Batalha das Linhas de Elvas em 1659 e no cerco que a antecedeu, o Forte de Santa Luzia teve uma posição fulcral devido à resistência heroica dos seus homens.

Entre 1999 e 2000 decorreram aqui obras para adaptação do monumento a Museu Militar, onde o visitante pode verificar toda a história militar da cidade bem como vários artefactos de guerra que marcaram as várias épocas.

IGREJA Nª Sª DA ASSUNÇÃO / SÉ CATEDRAL

A construção da então igreja de Nossa Senhora da Praça foi principiada em 1517 segundo o traço do arquitecto régio Francisco de Arruda que trabalhava ao mesmo tempo no Aqueduto da Amoreira. Possui um carácter fortificado, com uma torre como fachada. Em 1570 com a criação do bispado de Elvas pelo Papa Pio V, a igreja de Nossa Senhora da Praça transformou-se na Sé de Elvas, título que viria a perder em 1881.

Em termos artísticos, a Sé de Elvas é um templo originalmente manuelino, mas que perdeu esta traça durante os séculos após alterações mandadas fazer nele pelos bispos da cidade. São de salientar no exterior o seu portal neoclássico e os portais laterais manuelinos, enquanto no interior o visitante poderá ver uma decoração feita com motivos fito, zoo e antropomórficos, próximos do imaginário medieval. Em redor de todo o corpo da igreja corre um silhar de azulejo policromo de laçaria e rosas. A capela-mor, em mármore de várias cores, é de estilo barroco. Destaca-se ainda o soberbo órgão situado no coro-alto.

IGREJA DE SÃO DOMINGOS

Edifício modelo da arquitectura gótica mendicante portuguesa, o Convento de São Domingos foi fundado em 1267 e construído durante o último terço do séc. XIII no local da ermida de Nossa Senhora dos Mártires. Sofreu várias modificações a partir do séc. XV, no séc. XVII recebeu uma nova fachada ao estilo barroco e no século seguinte as capelas laterais em mármore.

Funcionava em São Domingos não só um convento mas também uma albergaria e um hospício, demolido durante as Guerras da Restauração, porque esta parte do convento coincidia com a construção do novo lanço de muralhas. A igreja, com uma fachada barroca, mas com um interior gótico é um extraordinário exemplo da arquitectura medieval. Destacam-se a capela-mor e colaterais, do séc. XIII, as capelas laterais do séc. XVIII, a azulejaria setecentista que conta a vida de São Domingos, a sala do capítulo com o seu mobiliário e ainda o grande órgão construído pelo alemão Hulenkampf no séc. XVIII. Em 1834, após a extinção das ordens monásticas, o que restou do convento foi secularizado ao albergar um quartel militar, e hoje faz parte do Museu Militar de Elvas.

IGREJA E SANTUÁRIO DO SENHOR JESUS DA PIEDADE

Excelente exemplar da arquitetura religiosa setecentista, de estilo barroco, a Igreja do Senhor Jesus da Piedade situa-se extramuros da cidade de Elvas, junto ao atual Parque da Piedade, onde anualmente, a 20 de setembro, se faz a Feira de São Mateus.

Com características barrocas que mesclam a tradição nacional com influências da Europa Central e do Brasil, a Igreja foi construída entre 1753 e 1779. Tem como antecedente uma capela construída em 1737, por iniciativa do Padre Manuel Antunes. A cura do próprio pároco e de muitos que se deslocaram ao local criaram um mito acerca do local que rapidamente se alastrou a toda a cidade e às suas redondezas.

No seu interior destacam-se a capela-mor e as capelas laterais onde estão telas pintadas por Cyrillo Volkmar Machado representando “Nossa Senhora da Graça” e o “Arrependimento de São Pedro”. Na sacristia, é um visitável um núcleo museológico onde está patente uma coleção de milhares de ex-votos desde 1737 até à atualidade, dedicados ao Senhor Jesus da Piedade.

MURALHAS SEISCENTISTAS

Exemplo notável da primeira tradição holandesa de arquitetura militar, a Praça de Elvas é constituída por sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente ligados entre si por cortinas, constituindo doze frentes de muralha. O acesso à cidade é feito por três portas duplas (de Olivença, de São Vicente e da Esquina) com decorações bélicas, e por várias poternas que surgem no meio dos fossos (de São Pedro, Porta Velha, de São Francisco, etc.).

A cerca abaluartada da cidade de Elvas remete-nos para o período da guerra da Restauração (1641-1668), quando Portugal, ao garantir a independência, se vê envolvido numa nova guerra. A cidade raiana, ponto nevrálgico da fronteira, tinha que ser alvo de refortificação militar, num contexto em que a engenharia militar assumia um papel fundamental na arte das guerras de fogo e as muralhas fernandinas não asseguravam a defesa da cidade devido à sua verticalidade. 

Inspirado em mestres holandeses como Simon Stevin e Samuel Marolois, criadores do primeiro sistema de fortificar holandês, Cosmander vai construir um sistema abaluartado moderno e implacável. Hoje as muralhas seiscentistas de Elvas são um exemplo original de fortificações do séc. XVII que no seu estado de autenticidade são únicas no mundo, estando muito bem conservadas na sua totalidade.

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) foi inaugurado no ano de 2007, tendo como tutela a Câmara Municipal de Elvas, com a missão de elevar a oferta cultural da cidade e estabelecer um diálogo regional e transfronteiriço, nacional e internacional respondendo às exigências que a arte e a cultura de hoje impõem.

O Museu alberga em depósito a coleção António Cachola, uma coleção privada que foi colocada ao serviço da população local e global. A coleção é exclusivamente nacional e não tem limites disciplinares, temáticos ou estéticos e é balizada cronologicamente pelos anos 80 até à atualidade.

Destaca-se a existência de um Auditório, também designado por Salão Nobre, que apresenta um conjunto de painéis de azulejos setecentistas, pintados a azul e branco e datáveis de 1740, herança da intervenção barroca no edifício, que se destina a eventos de maior importância como atos oficiais, inaugurações e/ou exposição de obras emblemáticas da coleção. A arquitetura, o design e a museografia conjugaram-se harmoniosamente, o que se traduz numa experiência positiva para quem visita o MACE.

MUSEU MILITAR

Fruto da reestruturação do Exército, no ano de 2006, foi extinto o Regimento de Infantaria nº 8 (última unidade militar que ocupou as instalações) e, no mesmo espaço físico, foi criado um museu que permite mostrar parte do acervo museológico e patrimonial do Exército Português.

É um dos maiores museus do País, onde o visitante pode ver, para além da monumentalidade das fortificações e muralha, dos Quartéis do Casarão, do claustro do Convento de São Domingos e da Fonte de São José, todo um conjunto de elementos de interesse: História do Serviço de Saúde do Exército; Hipomóveis e Arreios Militares no Exército; Centro de Interpretação do Património de Elvas; Viaturas do Exército.

Todas estas salas são antigas dependências das unidades militares que passaram por Elvas – a última foi o Regimento de Infantaria nº 8 – adaptadas agora a esta finalidade e que agora se procurou, dentro do possível, recuperar na sua traça original

 

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Fontes e Créditos: CM Elvas

A gastronomia de Elvas é muito rica e variada. A tradição alentejana, com sopas de pão e cheiros, aqui tem uma expressão muito variada. O concelho tem mais de uma centena de restaurantes, com propostas muito variadas, capaz de sentar à mesa milhares de pessoas.

Comer em Elvas é estar preparado para ofertas de sopas, carne de porco, borrego e vitela, enfrentar as propostas de doces muito variados. A primeira Pousada de Portugal abriu em Elvas, em abril de 1942 com o nome de Santa Luzia. Foi aí, diante da chegada de dezenas de pessoas para uma refeição, que a cozinha fez nascer o bacalhau dourado, feito com ovos e batata palha frita, que lhe conferem a cor do ouro e um sabor único, muito apreciado.

Elvas, na sua vocação transfronteiriça, é o destino de muitos visitantes espanhóis, na busca de peixe e marisco frescos, que alguns restaurantes do concelho propõem com muito boa qualidade.

Imperdível são as migas, o ensopado de borrego, o gaspacho e os pratos de caça.

Entrar num restaurante deste concelho e chegar à sobremesa obriga a conhecer o cericaia, também conhecido por cericá: um doce feito com a combinação adequada de ovos, leite, açúcar, farinha e canela, muitas vezes acompanhado pelas tradicionais Ameixas d’Elvas.

Elvas, nas suas múltiplas ofertas à mesa, tem uma gastronomia muito convidativa, qualquer que seja o gosto do visitante.

 

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Fontes e Créditos: CM Elvas